A Farsa da Soberania na Esquerda

Soberania? Só quando convém à esquerda. A esquerda brada por “soberania” com o punho cerrado, mas vive de joelhos diante de organismos multilaterais, fundações globalistas e partidos internacionais disfarçados de ONGs. É preciso desmascarar essa contradição. Soberania de verdade é a autoridade suprema e inquestionável do Estado sobre seu território, seu povo e suas decisões. Pressupõe autodeterminação, independência jurídica, econômica, comercial, integridade territorial, liberdade cultural e, claro, uma forte e reconhecida estrutura bélica. Soberania não combina com tutela externa, nem com ceder a nossa legislação à ONU, OMS ou Corte Interamericana de Direitos Humanos. Muito menos com a submissão do nosso imaginário moral a fóruns como Foro de São Paulo ou Davos. Esse discurso de defesa da soberania só é feito como retórica contra os EUA ou o “neoliberalismo”, nunca contra as ditaduras companheiras, as ingerências da ONU, da União Europeia, do Banco dos BRICS, das fundações bilionárias progressistas ou das Big Techs quando alinhadas à ideologia.

Mas a esquerda, herdeira do marxismo, nunca teve compromisso com a nação. Marx dizia que o proletário não tem pátria. A luta de classes, segundo ele, deveria destruir as fronteiras e os valores nacionais. A esquerda seguiu esse script. Hoje, ela só invoca a ideia de soberania como retórica oportunista contra os EUA ou governos conservadores. Mas nunca contra o imperialismo chinês, o expansionismo russo ou o neocolonialismo ideológico das elites progressistas transnacionais.

Dizem defender a autodeterminação dos povos, mas apenas se o povo votar “certo”. Se não vota, acusam-no de desinformado, fascista, bolsonarista. E defendem censura, controle de redes e “regulação da mídia”, sempre com base em pactos internacionais.

Essa esquerda não quer soberania: quer hegemonia. E usa a palavra como disfarce. A verdadeira soberania é nacional, moral e espiritual. É o direito de dizer não a tiranias — antigas ou modernas, militares ou digitais. E isso a esquerda jamais fará. Porque ela, no fundo, é a vanguarda da nova tirania global.

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