URGENTE — MAIS UMA PEÇA NO TABULEIRO: IVANKA, A NAMORADA, O BANQUEIRO, A MAGNITSKY E A PSEUDORREPÚBLICA TUPINIQUIM

Quando tudo parecia já suficientemente grotesco, eis que surge mais uma peça no tabuleiro do caso que envolve a revogação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes. Nada como o Brasil para provar que a realidade sempre consegue superar a sátira.

De um lado, Martha Graeff — empresária, influenciadora, habituée do circuito de luxo internacional, frequentadora de jantares em Miami e, detalhe nada irrelevante, presença constante ao lado de Ivanka Trump, filha do ex-presidente dos Estados Unidos e figura central do establishment trumpista. Do outro lado, Martha Graeff é também a atual namorada de ninguém menos do que Daniel Vorcaro, o banqueiro do Banco Master, personagem central do atual maior escândalo financeiro e político do País; envolvendo operações da Polícia Federal, jatos particulares, viagens interrompidas no ar e uma biografia que não exatamente inspira tranquilidade institucional.

Coincidência? Claro. No Brasil, tudo é sempre coincidência.

Enquanto isso, em Washington, sanções são revogadas, princípios são relativizados, a Lei Magnitsky — apresentada na Estratégia de Segurança Nacional como pilar moral da política externa americana — vira ficha de negociação, e Alexandre de Moraes, o juiz que censurou empresas americanas, suspendeu plataformas, emitiu ordens secretas e mandou deter cidadão dos EUA em aeroporto internacional brasileiro, subitamente deixa de ser problema.

Nada disso tem qualquer relação com interesses econômicos, redes de influência, promessas informais ou trânsito social em círculos estratégicos. Absolutamente nada. Afinal, estamos falando de democracias maduras, instituições sólidas e decisões técnicas. Quem ousaria sugerir o contrário? (contém sarcasmo)

O curioso é como as peças se encaixam com perfeição quase artística: de um lado, o governo Lula prometendo justamente tudo aquilo que não pode cumprir — fim da censura, combate real ao crime organizado, afastamento da China, recuo sobre as Big Techs. Do outro, empresários com domínio de cadeias produtivas estratégicas oferecendo soluções mágicas para a inflação americana “na hora certa” baixando o preço da carne. E, orbitando tudo isso, figuras sociais que transitam com naturalidade entre Miami, Brasília e Washington, conectando mundos que oficialmente não se conectam.

É a diplomacia do lifestyle. A geopolítica do networking. A nova política externa feita em jantares, fotos sorridentes e conversas longe dos microfones — enquanto a narrativa oficial fala em “avanços institucionais” e “melhora das relações”.

No meio desse teatro, a pseudorrepública tupiniquim segue sendo desmontada peça por peça. O Judiciário acima do Legislativo, o Executivo blindado por cortes capturadas, opositores perseguidos, censura normalizada, e agora, ao que tudo indica, com bênção tácita internacional. Tudo dentro da lei, claro. Da lei reinterpretada, flexível, adaptável às conveniências do momento.

E quando alguém ousa perguntar se há algo errado nesse arranjo, vem o coro dos ingênuos úteis: “não há prova”, “é só convivência social”, “não misture as coisas”. Como se poder, influência e dinheiro operassem por atas públicas e notas oficiais.

No fim, resta apenas recorrer aos clássicos. Como já advertia Shakespeare, em Hamlet: “Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha a tua vã filosofia.” No Brasil de 2025, essa frase deixou de ser literatura. Virou método.

E o jogo segue.

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