The National Security Strategy of the United States of America – 2025

A Estratégia de Segurança Nacional de 2025 (National Security Strategy of the United States of America – 2025) define que os Estados Unidos entram em uma nova fase histórica de competição aberta entre grandes potências.

A prioridade absoluta passa a ser proteger a soberania americana, a prosperidade econômica, a segurança interna e a liderança moral, rejeitando ilusões globalistas e modelos multilaterais ineficazes.

Os EUA reafirmam que sua política externa deve servir primeiro aos interesses do povo americano, não a agendas abstratas ou instituições internacionais. O documento descreve um mundo mais hostil, marcado por causa do autoritarismo crescente; do uso político do sistema legal; e da censura.

A nova postura rejeita ingenuidade diplomática e reafirma a necessidade de pressão, dissuasão e coerência moral. Uma das grandes prioridades é proteger cidadãos e empresas americanas em qualquer lugar do mundo. Qualquer ataque à liberdade de expressão, inclusive fora dos EUA, será tratado como tema de segurança nacional.

O documento afirma ainda que cadeias produtivas devem ser reindustrializadas; que a dependência de adversários estratégicos é risco existencial; e que o comércio será usado como instrumento de pressão política quando necessário, sendo tarifas, sanções e restrições financeiras ferramentas legítimas de segurança nacional.

O documento define as linhas de ação estratégica para confrontar com regimes autoritários: expor censura; punir perseguições políticas; sancionar abusos judiciais; responsabilizar indivíduos, não apenas nos Estados Unidos. Nesse sentido, a Lei Magnitsky é reafirmada como instrumento central para esse objetivo.

Ainda o documento doutrina a proteção da liberdade de expressão global. O governo americano assume explicitamente que: censura digital é ameaça estratégica; ordens judiciais estrangeiras contra empresas americanas são inaceitáveis; a liberdade de expressão é valor não negociável. Os EUA se reservam o direito de retaliar economicamente, juridicamente e diplomaticamente qualquer autoridade estrangeira que ataque esses princípios.

Por fim, o documento reafirma a Doutrina Monroe, mas com uma diferença crucial: não se trata mais apenas de presença militar estrangeira; trata-se de influência estratégica, tecnológica, econômica, jurídica e informacional. Em termos práticos, o “Trump Corollary” afirma que China, Rússia e Irã não podem: controlar infraestrutura crítica (portos, energia, 5G, satélites); dominar cadeias estratégicas (terras raras, alimentos, energia); influenciar sistemas judiciais e eleitorais; usar governos locais como vetores de guerra híbrida; censurar cidadãos ou empresas americanas a partir do hemisfério. Tais estratégias nas Américas serão vistas como ameaças direta à segurança nacional dos EUA. O texto ainda deixa claro que o hemisfério ocidental não é um espaço neutro; países da região precisam escolher lados, pois neutralidade estratégica significa alinhamento tácito ao adversário. Assim, governos ambíguos (Brasil incluído) passam a ser avaliados por comportamento, não discurso. Quais as consequências práticas da Doutrina na região? Sanções deixam de ser exceção; tarifas viram instrumento político; Magnitsky vira arma central; vistos, investimentos e acesso a mercado passam a ser condicionais; e censura judicial vira assunto de segurança nacional.

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