DEFINITIVAMENTE O BRASIL NÃO É UM PAÍS DE ESQUERDA

Uma recente pesquisa da More in Common, intitulada “Os Invisíveis” de setembro de 2025, confirmou, com números e metodologia acadêmica, aquilo que grande parte da sociedade brasileira vem denunciando contra o projeto de poder lulopetista: o Brasil vive um conflito entre a antiga elite aristocrática progressista — formada pela classe alta escolarizada, sem religião, concentrada nos grandes centros, especialmente nas instituições públicas, universidades, mídia e Judiciário — e o restante da população brasileira. Essa guerra decorre da inconformidade dessa elite ao perceber que vem perdendo o poder hegemônico que garantiu depois da CF-88. Isso se inicia com o colapso do monopólio da informação, antes garantido pela Globo e pelos grandes jornais, em decorrência das redes sociais; isso explica a histeria, o autoritarismo crescente e a tentativa de censura das redes sociais: não é defesa da democracia contra fake news — é desespero. Em consequência, tal elite se isolou culturalmente, ficando completamente descolada das opiniões reais da maioria. Seu poder decorre apenas do aparato institucional (STF, burocracia, universidades, redações), não mais pelo apoio social; poder institucional que usa para tentar conter a direita, criminalizando, censurando e tentando impedir sua atuação política. Ou seja, essa elite progressista só se mantinha dominante porque controlava a narrativa. Agora, com a informação descentralizada (redes sociais), o “consenso progressista” se dissolveu. As pessoas descobriram que aquela visão não representa a sociedade — apenas um grupo pequeno, rico e isolado. A elite progressista não tem mais o povo — apenas o aparato estatal. O final é único; ou a democracia brasileira sobrevive; ou essa elite progressista.

Os progressistas – Progressistas Militantes (5% da População Brasileira)

É o segmento mais escolarizado (53% com ensino superior), mais rico (37% com renda maior que 10 mil reais), mais sem religião (41%) e mais branco (57%). É o único segmento que se define majoritariamente como progressista (78%) e a maioria tem simpatia pelos partidos de esquerda, PT (39%) e PSOL (16%). É muito engajado (71% consideram importante participar em manifestações políticas e 69% conversam com amigos e familiares sobre política) e se preocupa com a luta contra as desigualdades e as opressões de gênero e raça. Enquanto para os demais segmentos valores como família e fé são preponderantes, para os Progressistas Militantes o valor fundamental é a justiça social. Ou seja, é o segmento da Elite Progressista de Laboratório: uma minoria rica e ideológica.

Os progressistas – Esquerda Tradicional (14% da População)

É um segmento escolarizado (33% têm ensino superior), católico (47,5%) e mais presente no Sudeste (44%) e no interior do Nordeste (21%). Embora nós o tenhamos chamado de “Esquerda Tradicional”, na falta de nome melhor, esse segmento não tem identidades políticas fortes — apesar disso, metade se identifica em algum grau como petista (50%). São pouco engajados (apenas 21% conversam sobre política e 23% votou branco, nulo ou não foi votar nas eleições de 2022) e muito preocupados com as questões sociais. Diante da polarização e de um confronto político moralizado, a Esquerda Tradicional dá sinais de fadiga e risco de desmobilização. Ou seja, é o segmento do Velho Petismo de Rotina: uma esquerda de hábito, não de crença.

Não Progressista – Homem Comum “Desengajado Politicamente” (27% da População Brasileira

É o segmento menos escolarizado (apenas 6% com curso superior), o mais pobre (65% têm renda menor dos 5 mil reais) e o mais preto (13%). Um décimo do segmento viveu insegurança alimentar (12% não teve o que comer). É católico (47%) e evangélico (27%). É o segmento mais desengajado politicamente (30% votaram branco, nulo ou não votou nas eleições de 2022 e apenas 15% consideram manifestações políticas importantes). É o segmento que tem menos identidade partidária (65% simpatizam com partido nenhum — embora 21,5% simpatizam com o PT), tem menos identidade no espectro esquerda-direita (45% não se definem como esquerda, direita ou centro) e menos identidade bolsonarista-petista (46% não se definem nem como petista, nem como bolsonarista). Apesar disso, 72% se identificam como conservadores. Preocupam-se com segurança econômica e serviços públicos de saúde e combate à pobreza. A sua desmobilização não é uma despolitização, mas um afastamento da política atual. Ou seja, é o segmento do Brasil Profundo Silencioso: um conservadorismo instintivo.

Não Progressista – Homem Comum “Cautelosos Politicamente” (27% da População Brasileira)

É o segmento menos escolarizado (apenas 11% com ensino superior) e mais pobre (55% têm renda menor do que 5 mil reais). É também o segmento mais nordestino (31%) e rural (17%) e o mais católico (49%). Assim como os Desengajados, 12% não teve o que comer. Tem um nível de engajamento intermediário (26% consideram importante participar de manifestações políticas). Apresenta identidade marcada como conservador (81%) e identidades desalinhadas, de petista (45%) e de direita (40%). É o segmento que tem maior desconfiança das elites, sobretudo das elites intelectuais. Ou seja, é o segmento do Brasil Desconfiado das Elites: um conservadorismo desconfiado.

Não Progressista – Homem Comum “Tradicionais” (21% da População Brasileira)

São religiosos (apenas 17% não têm religião) e pouco mobilizados (apenas 27% conversam sobre política). Têm identidades políticas como conservadores (88%), bolsonaristas (73%) e de direita (63%), mas consideravelmente menos intensas do que as dos Patriotas. Têm muitas opiniões semelhantes às dos tradicionais politicamente atuantes no tocante à família e aos valores morais, mas são menos engajados. Ou seja, é o segmento dos Conservadores Tranquilos: uma direita moral, pouco ativa.

Não Progressista – Homem Comum “Tradicionais Politicamente atuantes” (6% da População Brasileira)

É um segmento escolarizado (23% com ensino superior) e religioso (é o segmento mais religioso e com maior proporção de evangélicos, 38% – apesar de 41% serem católicos). São mobilizados (49% consideram importante participar de manifestações políticas) e tem identidades políticas muito fortes como conservadores (93%), de direita (81%) e bolsonaristas (70%). Entre os partidos políticos, têm mais simpatia pelo PL (37%). Se informam sobre política predominantemente pelo WhatsApp (58%) e pelo Youtube (59%). São descrentes das instituições políticas (61% não confia no Congresso e 71% não confia no STF). Como os Conservadores Tradicionais, defendem a ordem e os valores morais tradicionais. Ou seja, é o segmento da Direita Mobilizada: o núcleo ativo, articulado e politicamente presente.

Deixe um comentário

Site criado com WordPress.com.

Acima ↑