https://www.youtube.com/watch?v=oieFljkCeSc&list=WL&index=1
- Atuação com “poder de polícia”
• Tagliaferro afirmou: “O grupo tinha acesso privilegiado a dados e funcionava de forma parecida com uma CPI, mas sem base legal.”
• As denúncias eram acionadas mesmo por detalhes triviais, como fotos de bandeiras ou imagens de apoiadores de Bolsonaro.
• O gabinete tinha autonomia para monitorar redes sociais e identificar indivíduos considerados críticos ao STF, TSE ou Lula. - Relatórios enviados direto a Alexandre de Moraes
• “As informações não passavam pelo processo judicial formal, eram enviadas por WhatsApp, e-mail pessoal ou intermediários ligados ao gabinete.”
• Intermediários citados:
o Capitão Wellington, segurança pessoal de Moraes
o Adaires Aguiar Lima, secretária de transporte do TSE
o Gisele Siqueira, ex-secretária de comunicação do TSE, nora da jornalista Miriam Leitão - Acesso ao sistema GEST Bill
• O Gabinete utilizou o Sistema do TSE com dados de todos os eleitores do país.
• A autorização verbal foi dada por Benedito Gonçalves (ministro).
• Segundo Tagliaferro, o acesso foi intensificado após 8 de janeiro de 2023 para monitorar manifestantes e opositores. - Nomeações e “prêmios” políticos
Pessoas envolvidas nessa rede do gabinete depois ganharam cargos importantes:
• Ludmila Boldo Maluf → hoje no CADE como assessora.
• José Levi (ex-AGU) → hoje conselheiro do CADE.
• José Fernando Chui → corregedor da ABIN.
o “Essas nomeações reforçaram a rede e permitiram a continuidade das ações de monitoramento e perseguição.” - Universidades e ONGs como “parceiros”
• Grupos ligados à UFRJ, FGV e UFMG auxiliaram na coleta de informações.
• Samara Castro (secretária de comunicação da Presidência) teve participação ativa em relatórios. - Critérios de perseguição
• As pessoas alvos eram os críticos ao STF, TSE, eleições e a Lula, incluindo aqueles que apenas questionavam ministros.
• Tagliaferro enfatizou: “100% dos alvos eram de direita ou simpatizantes de Bolsonaro. Não houve monitoramento da esquerda.” - Clima de pressão e adoecimento interno
• Tagliaferro relata um ambiente de trabalho “terrível”, com pressão psicológica e ameaças de exoneração.
• Juiz Airton Vieira teria tido desmaiado de estresse em 7 de setembro de 2022. - Frase de Benedito Gonçalves (“Missão dada é missão cumprida”)
• Tagliaferro diz não saber o contexto, mas reconhece que a expressão circulava e que o acesso ao GEST Bill foi autorizado por ele. - Influência de Alexandre de Moraes em SP e no MP
• Tagliaferro relata que processos contra ele no TJ-SP e no MP foram conduzidos de forma absurda, ignorando provas e até depoimentos de vítimas.
• “A influência de Moraes atinge a imprensa, como o ‘Twitter Files’, que parou misteriosamente.” - Prisão por curtidas e críticas
• Reconhece que houve prisões e condenações de pessoas apenas por curtir, compartilhar ou criticar autoridades.
• “Foi atentado à liberdade de expressão, à democracia e à dignidade da pessoa humana.” - Perseguição exclusiva à direita
• Tagliaferro faz desafio público a Moraes: “Prove que houve investigação sobre pessoas da esquerda; não houve nenhum caso.”
• Garante que 100% dos alvos eram de direita ou simpatizantes de Bolsonaro. - TSE extrapolando competências
• Reconhece que a resolução do “poder de polícia” poderia ter algum respaldo apenas durante o período eleitoral, mas tudo o que veio depois seria desvio de finalidade.
• Diz que isso consolidou um “estado policial” no Brasil. - Critérios de vigilância
• Contas com mais de 500 seguidores ou que alcançassem mais de 1.000 visualizações eram monitoradas. - 8 de Janeiro de 2023
• No gabinete dele só chegaram certidões positivas/negativas (ligadas a redes sociais dos manifestantes).
• Afirma que as imagens das câmeras não chegaram ao TSE, apenas fotos isoladas vindas do Congresso e da PF. - Produção de provas
• No gabinete dele só chegaram certidões positivas/negativas (ligadas a redes sociais dos manifestantes).
• Afirma que as imagens das câmeras não chegaram ao TSE, apenas fotos isoladas vindas do Congresso e da PF. - Caso das inserções de rádio em 2022
• Confirma que Alexandre Gomes Machado (servidor) foi exonerado após alertar sobre inserções de Bolsonaro que não foram veiculadas.
• Diz que Ludmila Boldo Maluf estava diretamente ligada a isso. - Adaires Aguiar Lima (“a militante infiltrada”)
• Secretária de transportes do TSE, mas atuava politicamente como militante do PT.
• Teria se infiltrado em festas bolsonaristas para coletar informações.
• Era chamada de “a bruxa do TSE”.
(16) TRE-AP no X: “A Secretária do Controle Interno do TSE, Adaíres Aguiar Lima, explicou sobre Controle Interno e Orientação à Gestão. http://t.co/6ZQSXmwUGn” / X
@ires_lima - José Levi e Ludmila Boldo Maluf
• Confirma que ambos hoje estão no CADE (ele como conselheiro, ela como assessora).
• Levi foi presidente da comissão de regulação das redes sociais no TSE. - Risco pessoal de Tagliaferro
• Diz temer por sua segurança e de sua família no Brasil.
• “Alexandre de Moraes expôs publicamente o endereço antigo das minhas filhas, atitude criminosa.” - CPI da Vasa Toga
• Senador Espiridião Amin afirma que as revelações de Tagliaferro já são a base dessa CPI.
• Tagliaferro confirma e diz que tem documentação. - Certidões sobre presos do 8/1
• Explica que seu gabinete só emitia parecer positivo/negativo de identificação.
• Reconhece que até mesmo presos com certidões “negativas” (sem envolvimento) continuaram encarcerados. - Dia das Mulheres (2023)
• Cita que houve tentativa de liberar presas para coincidir com a data, mas não conseguiu confirmar número. - Busca e apreensão e fabricação de provas
• Alegações de que decisões judiciais foram produzidas após as ações de busca e apreensão, apenas para justificar atos já realizados.
• Destaca que metadados de documentos mostram que foram criados dias depois da apreensão, o que seria indício de fraude. - Material sigiloso e manipulação
• Relatos sobre preservação de dados em celulares e notebooks, garantindo que autoridades não tivessem acesso, incluindo conversas de WhatsApp e arquivos volumosos.
• Menciona que materiais chegaram posteriormente à análise, permitindo perícia, e critica a falta de cobertura midiática. - Atos ilegais e extrapolação de funções
• Acusa o ministro Alexandre de Moraes de usar o TSE para perseguir opositores políticos, ordenando certidões que influenciavam prisões ou liberações de cidadãos, sem base legal clara, e utilizando dados biométricos para identificar manifestantes. - Pressão sobre servidores
• Tagliaferro relata ameaças e coação sobre si e sua equipe, exigindo assinatura de documentos para proteger todos, mesmo fora da legalidade. - Uso de parceiros externos
• Menciona que algumas agências e universidades ajudavam a coletar informações, mas dentro de contratos formais, e que nunca houve uso de sistemas da Polícia Civil para fins políticos. - Falecimento de Clesão e reação do TSE
• Informa datas de falecimento e a falta de conhecimento ou contato sobre a reação interna ao caso. - Participação da ABIM/Chui
• Relata que José Fernando Moraes Chui se envolveu com pedidos de aproximação do TSE com a Polícia Federal, mas não teria conduzido ações diretas contra parlamentares ou jornalistas.
• Alguns atos de levantamento de dados ou relatórios teriam função de segurança, não perseguição. - Encaminhamento de provas
• Tagliaferro sugere que todo o material que possui seja enviado à imprensa, ao Supremo e ao Senado, para interromper julgamentos que considera “contaminados” por fraude. - Indícios de parcialidade de delegados e servidores
• Afirma que certos delegados e assessores foram indicados por influência política, principalmente ligada a Alexandre de Moraes, e que não teriam isenção para cargos de relevância como o de corregedor geral da ABIN.
• Sugere que esses servidores estariam inseridos em um “esquema” de influência política. - Monitoramento direcionado
• Gabinete de Alexandre de Moraes teria monitorado exclusivamente parlamentares, jornalistas e influenciadores ligados à direita, ignorando conteúdos de esquerda, com o objetivo de produzir relatórios que poderiam justificar ações judiciais e medidas de censura. - Acesso a dados e relatórios internos
• Tagliaferro afirma que a equipe não tinha controle sobre o uso posterior do material produzido e que os relatórios eram exclusivos para uso do gabinete de Moraes.
• Ele nega ter recebido instruções para não registrar oficialmente ordens de levantamento de dados. - Pressões e tentativas de silenciamento
• Após deixar o TSE, Tagliaferro relata ter sofrido ameaças e pressões, inclusive com bloqueio de contas e derrubada de canais no YouTube usados para retransmitir a audiência, atribuindo essas ações a Alexandre de Moraes. - Critério de desinformação pessoal
• Confirma que não havia critérios formais para definir “desinformação” ou práticas ilegais; as decisões eram de cunho pessoal do Ministro e de seus auxiliares. - Diálogo com autoridades externas
• Tagliaferro descreve comunicações com assessores e advogados do PGR, esclarecendo que encaminhava documentos e pedidos de levantamento de dados solicitados pelo gabinete, mas nega que houvesse ordens para criar provas falsas. - Violação de direitos humanos e devido processo legal
• Denuncia que a atuação do gabinete desrespeitava o devido processo legal, usando o exemplo da revista Oeste e de influenciadores monitorados sem fundamento jurídico claro. - Pedidos de proteção internacional
• Tagliaferro solicitou proteção do governo italiano, onde atualmente reside, além de medidas de segurança para familiares no Brasil, diante das alegadas ameaças à sua família e à sua integridade. - Ausência de encaminhamento às autoridades competentes
• Questão central: se provas de supostas ilegalidades e crimes foram encaminhadas ao Ministério Público ou à Polícia Federal, sem resposta clara no trecho transcrito. - Discussão sobre formalização de denúncia
• Parlamentares questionam se houve denúncia formal ou apenas divulgação parcial de informações em posse de Eduardo Tagliaferro.
• É apontado que tanto a Polícia Federal quanto a PGR estariam “contaminadas” e parcializadas, dificultando o processo.
• Sugere-se que mesmo sem providências imediatas, é importante formalizar a denúncia para que futuramente alguém responda pelo que fez ou deixou de fazer. - Críticas à atuação do STF e de Alexandre de Moraes
• Eduardo Tagliaferro apresenta documentos e conversas de WhatsApp que supostamente demonstram perseguição política, forjamento de provas e abuso de poder por Alexandre de Moraes.
• Parlamentares destacam que meios de comunicação teriam sido usados para incriminar pessoas inocentes.
• Afirma-se que a atuação concentrada de investigação, acusação e julgamento em uma única figura representa afronta ao devido processo legal. - Atuação do Congresso e propostas de CPI
• Parlamentares ressaltam a importância de encaminhar o material à Procuradoria-Geral da República e registrar formalmente as denúncias.
• Há pedidos para instalação de CPI de abuso de autoridade, com referência à necessidade de interromper práticas abusivas antes de votações como impeachment de Alexandre de Moraes.
• Indica-se que futuras audiências (como a na subcomissão de combate à censura) continuarão a investigação e esclarecimento das denúncias apresentadas. - Casos específicos e alegações de coerção
• Menciona-se julgamento do pai do senador Flávio Bolsonaro, com críticas à utilização de delações sem provas e pressão sobre familiares.
• Questiona-se se ex-assessores sofreram ameaças caso não colaborassem com declarações desejadas pelo STF ou pelo ministro Alexandre de Moraes.
• O argumento central é que há uma diferença entre testemunhos sem evidências e evidências documentadas apresentadas por Tagliaferro, que teriam sido ignoradas pela Justiça. - Entrada e atuação de Tagliaferro no TSE
• Eduardo Tagliaferro entrou no Tribunal Superior Eleitoral sem conhecer previamente sua função, esperando lidar apenas com desinformação técnica.
• Percebeu, logo na primeira semana, que o gabinete apresentava viés político, atuando exclusivamente contra pessoas de direita.
• Observou práticas irregulares em processos envolvendo empresários, confirmando suspeitas de manipulação interna.
• Atuou discretamente, mantendo registros e provas de irregularidades para futura exposição, conquistando confiança interna sem prejudicar terceiros. - Perseguição política e viés do gabinete
• Tagliaferro afirmou que nunca houve censura ou perseguição contra figuras da esquerda; todos os alvos eram de direita.
• O gabinete de enfrentamento à desinformação funcionava como instrumento de perseguição política, sob direcionamento do ministro Alexandre de Moraes.
• As ações incluíam difamação e prejuízo a políticos, influenciadores e empresários alinhados à direita.
• Alexandre de Moraes teria interesse em prejudicar a oposição, possivelmente visando futuros objetivos políticos pessoais. - Bloqueio de contas e medidas fora da lei
• Tagliaferro confirmou bloqueios processuais, como o da filha de Osvaldo Eustáquio (16 anos), autorizados pelo gabinete de Moraes via PJE/TSE.
• Destacou que tais medidas afetavam atividades básicas da população e exemplificavam abuso de poder direcionado à direita.
• O material enviado aos órgãos internacionais continha provas de irregularidades e foi utilizado para relatórios de denúncia. - Ameaças, riscos e exposição
• Não sofreu ameaças diretas de integrantes do tribunal, mas houve ameaças veladas e exposição de dados pessoais e familiares em processos públicos.
• Recebeu ataques via perfis falsos de militantes de esquerda nas redes sociais, com mensagens de ódio e ameaças de morte, sem possibilidade de identificação de autores específicos. - Encaminhamentos da comissão
• Relatórios das denúncias foram enviados a órgãos nacionais: STF, TSE, CNJ, CNMP e OAB.
• Encaminhamentos também alcançaram órgãos internacionais, incluindo Itália, Argentina, Paraguai, Espanha, Polônia, OEA e Parlamento Europeu.
• Foi solicitado a suspensão de julgamentos de réus do 8 de janeiro e reforçada a proteção de Tagliaferro e família, reconhecendo sua condição de exilado político. - Interações, questionamentos e contexto eleitoral
• Senadores e deputados questionaram a possível interferência de observadores internacionais nas eleições de 2022.
• Tagliaferro afirmou não ter conhecimento de atuação da USAID ou dos EUA, apenas da presença de observadores da OEA.
• Debates abordaram os impactos de 30 anos de influência da esquerda em instituições e profissões liberais, destacando riscos para a democracia. - Dimensão simbólica, religiosa e motivacional
• Senadores elogiaram a coragem de Tagliaferro, conectando sua postura a missão e propósito divinos.
• Houve incentivo à mobilização popular em datas estratégicas (como 7 de setembro), reforçando apoio a Bolsonaro e a defesa de valores conservadores, éticos e familiares.
• O depoimento foi interpretado como um ato simbólico de resistência à perseguição política, comparando Tagliaferro a figuras bíblicas de missão e espionagem. - Divulgação e alcance da sessão
• O depoimento foi transmitido em plataformas de streaming e redes sociais, ampliando alcance das denúncias.
• Destacou-se o papel da assessoria na coleta e organização de informações, garantindo formalidade e legalidade na exposição dos dados.
• Tagliaferro expressou total disponibilidade para colaborar com futuras comissões ou apurações legais. - Impactos e reconhecimento
• A sessão reforçou a narrativa de que Tagliaferro entrou para a história do Brasil, expondo práticas ilegais e perseguição política no tribunal.
• Senadores destacaram o caráter histórico e simbólico do depoimento, reconhecendo sua coragem e desprendimento pessoal.
• Foram reafirmadas recomendações de proteção a exilados políticos e necessidade de divulgação das denúncias para a população nacional e internacional.

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