O QUE É, DE FATO, A OPERAÇÃO CARBONO OCULTO?
A Operação Carbono Oculto foi deflagrada em agosto de 2025 pela Polícia Federal e pela Receita Federal, em parceria com órgãos paulistas, entre eles o Ministério Público de São Paulo (MPSP). O ponto de partida foi a inteligência do MPSP, que solicitou levantamentos à Polícia Militar de São Paulo, sob a gestão do secretário de Segurança Guilherme Derrite, no governo de Tarcísio de Freitas. Somente após o avanço das apurações estaduais é que a PF e órgãos federais foram acionados. Ou seja, a gênese da operação está em São Paulo, não no Planalto.
Em 28 de agosto de 2025, a Polícia Federal e a Receita Federal, com 350 mandados cumpridos em oito estados, deflagou uma ação para desmantelar um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, com uso intensivo de fintechs e fundos de investimento.
Naquele mesmo dia, a Reuters noticiou que, de 2020 a 2024, cerca de R$ 46 bilhões circularam pelas fintechs — e que o PCC usou fundos fechados para ocultar ativos como usinas de etanol, terminal portuário, frota de caminhões e imóveis. A agência também registrou que, em paralelo, PF e Receita deflagraram as operações Quasar e Tank, sobre outros R$ 23 bilhões suspeitos no setor de combustíveis.
Ainda no mesmo dia da deflagração da operação, o Financial Times reportou que a força-tarefa tarefa em questão mobilizou 1.400 agentes, bloqueou R$ 1 bilhão em bens e apurou que o PCC movimentou R$ 46 bilhões via fintechs, controlando R$ 30 bilhões em fundos — com participação de players como REAG e BK Bank, entre outros alvos, e com ativos que incluíam usinas, fazendas, uma base portuária e uma grande frota de caminhões.
Por fim, ainda no dia 28 de agosto, Reuters e FT ressaltaram que o recorte temporal do esquema fora de 2020 a 2024 e que sua arquitetura seria: uso de importações de combustíveis e cadeia de postos; criação/controle de “bancos paralelos” (fintechs) para circular valores; emprego de fundos de investimento para blindar patrimônio; e compra de ativos pesados (usinas, frota, fazendas, terminal).
Ressalta-se que em dezembro de 2024 uma reportagem especial da Bloomberg já havia descrito o avanço do PCC sobre o ecossistema fintech/cripto, com esquemas bilionários e casos em múltiplos continentes; a peça abordou, entre outros, a 4TBank e o uso de plataformas digitais, com as empresas negando relação com o PCC. O fio condutor ali — meses antes da Carbono Oculto — era: lavagem de dinheiro via fintechs e internacionalização da rede.
Graças ao Governo do Estado de São Paulo que começou as investigações, com MPSP, PM-SP e Gaeco reunindo pistas antes de acionar PF e Receita, a Operação Carbono Oculto está expondo o que pode ser o maior esquema de infiltração do crime organizado na economia legal brasileira. Segundo nota da Receita Federal, mais de 1.000 postos movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024; uma fintech operou como “banco paralelo” com R$ 46 bilhões de transações; e 40 fundos, com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões, foram usados para ocultar um verdadeiro império de usinas, terminais, caminhões e imóveis.
O PCC estruturou uma rede empresarial robusta: Fintechs como canais de movimentação disfarçada, atuando como bancos paralelos; e Fundos (multimercados e imobiliários) com caminhos em cascata, cotistas ocultos, usados para comprar ativos e camuflar o dinheiro ilícito — usinas, terminais, caminhões, fazendas e até imóveis de luxo em Trancoso. O “carrossel financeiro legal” incluía adulteração de combustíveis (metanol acima de 90%), operação de mais de 2.500 postos (30% do mercado em SP) e fraudes fiscais na casa dos bilhões.
A ORIGEM DA OPERAÇÃO CARBONO OCULTO
Em 29 de agosto de 2025, a CNN Brasil detalhou que tudo começou em 2023 com ações de inteligência da Polícia Militar de SP, a pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP). O fluxo foi: MPSP requisitou levantamentos à PM-SP; a partir daí, o caso escalou para a Polícia Federal e a Receita Federal. Ou seja, a gênese é estadual (SP), sob a gestão de Guilherme Derrite na Segurança Pública, e a execução de larga escala se deu depois com o ingresso dos órgãos federais do governo Lula.
O ROUBO DOS LOUROS PELO PT
Foi somente na data da deflagração pública, quando a Receita e PF anunciaram medidas, como bloqueios de bens e o acionamento de instrumentos de rastreamento fiscal, que o Planalto passou a divulgar a operação em termos de “grande êxito federal” — uma narrativa que não apaga a gênese estadual da ação.
Ou seja, diferente do que tenta vender o governo Lula, a operação não nasceu em Brasília, mas em São Paulo, sob o comando do governador Tarcísio de Freitas e com a coordenação direta do secretário de Segurança Guilherme Derrite. A investigação começou a partir de inteligência do Ministério Público paulista, que solicitou levantamentos à Polícia Militar. Só depois, já com material robusto, houve a entrada da PF e da Receita Federal.
Entretanto, o oportunismo petista foi imediato, Fernando Haddad, ministro da Fazenda, correu e mandou, já no dia seguinte à deflagração da Operação Carbono Oculto, a RFB emitir a IN RFB nº 2.229/2025, que essencialmente restabeleceu as regras da IN 2.219/2024, enquadrando as fintechs como instituições financeiras já a partir desta sexta-feira, 29 de agosto. O movimento revela o verdadeiro efeito colateral da operação: enquanto a narrativa oficial destaca o combate ao PCC, o regime Lula aproveita o momento para ampliar seu controle sobre o sistema financeiro digital. A iniciativa deve impactar diretamente fintechs, startups e bancos digitais, reduzindo autonomia e impondo novas camadas de vigilância estatal sobre transações privadas. A operação expôs a força empresarial do PCC, mas também abriu caminho para o regime avançar sobre o setor financeiro. O alvo declarado foi o crime organizado, mas o prêmio para o regime parece ser o enquadramento das fintechs sob o aparato do Estado.
A tentativa lulopetista de transformar a Operação Carbono Oculto num troféu exclusivamente federal — e de ainda imputar a adversários políticos a responsabilidade por fraudes que ocorreram anos antes — é um caso clássico de reengenharia narrativa: recortar a cronologia, inverter responsabilidades. O caso é claro: trata-se de um esquema empresarial, antigo, sofisticado, que perpassou atores privados e públicos, encontrou na fintechização do sistema financeiro uma oportunidade e só agora foi desvelado em escala por ações coordenadas entre instâncias estaduais (SP) e federais.
O lulopetismo busca um “Ministério da Verdade” para apagar a origem paulista e produzir narrativa. Em cena orquestrada, o Planalto se apropriou da operação.
AS FAKES NEWS DO GOVERNO LULA SOBRE O ENVOLVIMENTO DE NIKOLAS FERREIRA COM O PCC
Em sua ânsia de fabricar narrativas, o governo Lula tenta associar o deputado Nikolas Ferreira ao esquema de corrupção envolvendo fintechs controladas pelo PCC. O pretexto? O vídeo publicado em janeiro de 2025, no qual Nikolas denunciava a possibilidade de taxação do Pix, alcançando milhões de brasileiros.
Mais um capítulo grotesco da cobertura progressista militante: mais uma fake news engendrada por Guilherme Amado — o mesmo pseudojornalista responsável pela farsa do documento de entrada de Filipe Martins nos EUA, que resultou na prisão do ex-assessor de Bolsonaro por ordem de Alexandre de Moraes. Amado, em seu site PlatôBR, fundado pelo próprio, insinuou que o vídeo de Nikolas sobre a taxação do Pix teria servido para blindar as fraudes do PCC. No artigo enviesado, recorre a declarações soltas de Dão Real, diretor do Sindifisco — como “em vez do controle preventivo, resta apenas a quebra de sigilo judicial, sempre posterior à fraude” — e a passagens desconexas do tipo: “a Receita já monitorava fraudes no setor de combustíveis, mas a migração para sistemas paralelos de pagamento criou uma zona cega. A tentativa de incluir fintechs na e-Financeira — que obriga bancos a informar movimentações de CPF e CNPJ — foi abortada sob pressão política e desinformação”. Em outras palavras: Guilherme não traz nada que conecte as denúncias feitas pelo Deputado Nikolas Ferreira a uma possibilidade qualquer de que estas possam ter atrapalhado as investigações da Operação em questão no primeiro semestre de 2025, enquanto o governo ajustava a Portaria polêmica, após a opinião popular contra que o vídeo deflagou. Muito menos a matéria demonstra que a suspensão temporária da Portaria, em decorrência do vídeo, possa ter intensificado, em 2025, essas fraudes específicas envolvendo o PCC.
Os próprios dados oficiais desmentem a narrativa governista: as fraudes ocorreram entre 2020 e 2024, muito antes da gravação de Nikolas. A IN 2.219/2024 da Receita já havia ampliado o monitoramento desde setembro de 2024; e a medida, revogada por pressão popular, foi restabelecida em 29 de agosto de 2025. Inclusive, reportagens da Reuters e do Financial Times confirmam que os mecanismos explorados pelo PCC eram anteriores ao episódio.
Nikolas Ferreira não propagou qualquer fake news. No vídeo, foi explícito ao tratar da questão da possível taxação: primeiro, apontou a possibilidade futura de o Pix vir a ser onerado; segundo, alertou para o risco de a Receita Federal direcionar sua sanha fiscal contra o pequeno trabalhador. Ao questionar a intenção do governo em ampliar a fiscalização por meio do Pix — mesmo reiterando duas vezes que “não será taxado”, mas levantando uma suspeita plausível — Nikolas exerceu sua prerrogativa de crítica política, inerente a um deputado da oposição.
A crítica de Nikolas mostrou-se tão legítima que o próprio governo Lula editou a MP 1.288/2025, reforçando a gratuidade, o sigilo e a vedação à taxação do Pix. Contudo, apenas um dia após a deflagração da Operação Carbono Oculto, em 29 de agosto de 2025, veio à tona a IN RFB nº 2.229/2025, que essencialmente restabeleceu as regras da IN 2.219/2024, com meros ajustes redacionais e uma justificativa técnica renovada.
Restam as perguntas: por que o governo Lula decidiu restabelecer a obrigatoriedade de envio da e-Financeira por fintechs somente após a exposição pública dessas fraudes financeiras associadas ao tráfico de drogas e à maior organização criminosa do país? O governo não havia, já em janeiro, promulgado a MP 1.288/2025, que assegurava a gratuidade, o sigilo e a proibição da taxação do Pix, acabando com os receios da oposição denunciados no vídeo do Nikolas? Por que, então, não manteve desde aquele momento a IN 2.219/2024, limitando-se a promover ajustes redacionais e uma nova justificativa técnica?
A e-Financeira é um mecanismo de reporte (obrigações acessórias), não um “freio-de-mão” instantâneo que, por si só, impede que criminosos testem novas rotas de ocultação. Mesmo que jamais tivesse sido revogada, não desfaria retroativamente as fraudes de 2020–2024. (A própria volta do enquadramento em 29/ago mostra que o governo reeditou o reporte sem alterar a substância do problema: criminalidade migra.)
Culpar Nikolas é apenas um ardil retórico para alvejar a oposição conservadora e preservar a narrativa petista. Se houve falha, esta recai sobre o governo, que, entre 2020 e 2024, mostrou-se incapaz de impedir a expansão do PCC no sistema financeiro.
A FALÁCIA DO CRIME ORGANIZADO ALIADO À DIREITA BRASILEIRA
A campanha de imputar ao bolsonarismo a aliança com o PCC busca inverter papéis e neutralizar a pauta que expõe conexões perigosas entre petismo e facções. Mas a história registra inúmeras denúncias e evidências — mensagens orientando votos, bilhetes interceptados em presídios, delações que circulam nos autos — que mostram um quadro mais complexo: há relações, aproximações e influências que tangenciam vários atores políticos, e sinais claros de que o crime se utiliza de estratégias eleitorais pró-campo petista em determinados locais.
Ademais, na América Latina, líderes políticos socialistas e movimentos revolucionários inspirados por doutrinas marxista-leninistas e por pensadores da Escola de Frankfurt legitimaram, na prática, o uso do narcotráfico como ferramenta de financiamento de projetos de poder e de subversão moral. O tráfico de drogas foi instrumentalizado como arma de guerra não convencional contra a sociedade judaico-cristã ocidental. Proliferam evidências do envolvimento direto de regimes autoritários socialistas e de movimentos revolucionários de esquerda na América Latina com o narcotráfico, não apenas como recurso financeiro, mas como estratégia de guerra cultural revolucionária. Esta articulação não se trata de mera conveniência criminosa, mas de uma escolha política e ideológica.
A RELAÇÃO DO PT E O NARCOTRÁFICO NO BRASIL – DEZENAS DE DENÚNCIAS E EVIDÊNCIAS HISTÓRICAS
Em julho 2006, os candidatos do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, e ao governo de São Paulo, José Serra, acharam “muito estranho” a nova onda de ataques do PCC em São Paulo. Serra lembrou que um inquérito policial registrou a proximidade de Jilmar Tatto, secretário municipal de Transportes em São Paulo durante a gestão Marta Suplicy (PT), com perueiros ligados à facção criminosa PCC. Declararam: “Há indícios (de ligação do PT com o PCC). Basta olhar as manifestações do crime organizado. O que eles dizem da política, o que dizem que eles dizem, segundo gravações. O fato de que uma das cooperativas de perueiros de São Paulo era ligada ao secretário de Transportes do PT”
Em julho de 2008, a revista colombiana “Cambio” denunciou que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) havia chegado até as mais altas esferas do governo brasileiro, ao PT, a líderes políticos e ao Poder Judiciário. A revista cita o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, a deputada distrital Erika Kokay (PT) e o chefe de Gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho. A fonte da denúncia seriam os e-mails encontrados no computador do ex-porta-voz internacional das Farc Raúl Reyes. Algumas mensagens foram escritas durante o processo de paz da Colômbia entre 1998 e 2002 em San Vicente del Caguán, durante o governo do então presidente colombiano Andrés Pastrana, e envolvem um prestigioso juiz e um alto ex-oficial das Forças Armadas brasileiras. Também são mencionados nesses e-mails o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, o assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, o subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e o assessor presidencial Selvino Heck.
Em março de 2014, o deputado estadual Luiz Moura (PT) reuniu-se com ao menos 13 integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os membros do PCC que se reuniram com o parlamentar estava um dos criminosos acusados de furtar o Banco Central, no Ceará, em 2005. O encontro teria ocorrido na sede da Transcooper, zona leste da capital paulista, cooperativa da qual o deputado faz parte, segundo documentos da Junta Comercial de São Paulo. Eleito em 2010 com mais de 100 mil votos, Moura foi preso e condenado por assalto a mão armada no início da década de 1990. O parlamentar ficou detido por um ano e meio, mas conseguiu fugir e ficou foragido por cerca de 10 anos. O deputado estadual Luiz Moura (PT) e cinco empresas de ônibus que operam em São Paulo foram citados em investigação que apura esquemas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em junho de 2022, o vereador Senival Moura (PT) foi investigado por suspeita de envolvimento na morte de um ex-diretor da empresa de ônibus Transunião, que possui contrato com a Prefeitura de São Paulo para operar 50 linhas na capital Paulista. Os investigadores afirmaram que a ordem para matar o ex-diretor partiu de membros do PCC.
Em novembro de 2018, o PT tentou que o STF suspendesse o decreto de Michel Temer contra o crime organizado. No pedido de liminar, os petistas faziram um paralelo entre os narcotraficantes do PCC ou do Comando Vermelho e os grupos de esquerda durante a ditadura militar: “O decreto revive tempos sombrios (em plena quadra democrática), quando a propósito também de combater criminosos, crime organizado, terroristas, comunistas ou quaisquer rótulos ultrajantes que se utilizou indevidamente e alienadamente, permitiu-se toda sorte de perseguições a pessoas, grupos, movimentos sociais, entidades de defesa de direitos humanos etc., vulnerando até mais não poder direitos fundamentais e conquistas sociais caras à sociedade e ao povo brasileiro”.
Em 1º de julho de 2022, a CNN Brasil noticiou a delação de Marcos Valério que cita suposta ligação do PT com o PCC. O caso foi remetido ao STF sob relatoria do ministro Nunes Marques. É “suposta ligação” — termo usado pela própria CNN —, não prova judicial transitada em julgado. No depoimento, Valério afirmou que o ex-secretário-geral Sílvio Pereira lhe disse que o empresário Ronan Maria Pinto ameaçava revelar que o PT recebia dinheiro de empresas ônibus, de operadores de transporte clandestino e de bingos, que lavavam dinheiro para o PCC. O dinheiro financiaria campanhas do PT ilegalmente.
Em abril de 2019, Antônio Palloci em suas delações na Lava-Jato fez inúmeras denúncias que demonstram por completo o caráter corrupto do PT como organização criminosa, incluindo que o PT teria utilizado o PCC para lavar dinheiro, inclusive no Ceará, por meio da compra de imóveis e postos de combustíveis vinculados à facção. Segundo Palloci, o PCC atuava como intermediário na lavagem e financiamento de campanhas políticas regionais.
Em 2023, Luciane Barbosa, a “dama do tráfico amazonense”, foi recebida pelo Ministério da Justiça duas vezes em menos de 3 meses. Ela também se encontrou com parlamentares governistas ao longo do ano. Imagens na rede social Instagram mostram Luciane com os deputados federais André Janones (Avante -MG), Guilherme Boulos (PSOL – SP) e Daiana Santos (PCdoB – RS) nos meses de março e maio. Ela preside o Instituto Liberdade do Amazonas (ILA), uma ONG criada em 2022 para defender presos do CV, mas usada para lavagem de dinheiro, seus bens cresceram 1.053% em um ano, com imóveis e veículos de luxo.
Em fevereiro de 2024, o contador João Muniz Leite, de 60 anos, admitiu ter prestado serviço para o traficante Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta ou Magrelo, ex-chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), por cerca de cinco anos. Leite também foi contador do empresário Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e já prestou serviços contábeis para Lula (PT). Leite e a esposa ganharam na loteria 640 vezes (ele 178, ela 462), somando R$ 20 milhões – suspeita de lavagem. Muniz movimentou R$ 525 milhões em 2 anos (2020-2021) via empresas ligadas ao PCC. Lulinha nega envolvimento, mas o contador era de confiança da família Lula.
Em setembro de 2022, preso que atua como informante relatou à direção de um dos presídios paulistas que o Primeiro Comando da Capital (PCC) emitira um “salve” (ordem”) orientando famílias de detentos a votarem em Fabiana Soler do PT que era casada com Evandro Andrade da Silva (Ceasa), membro do PCC condenado a 48 anos por roubo, homicídio e tráfico. O apoio não veio por acaso: o PCC enxerga no PT a chance de afrouxar leis, fragilizar a polícia e manter seus privilégios. Quando até facção criminosa escolhe o PT como aliado, está claro de que lado esse partido sempre esteve.
Em 26 de outubro de 2024, Metrópoles (Paulo Cappelli) publicou que comunicados interceptados em cinco presídios traziam orientações de voto da cúpula do PCC — contra a deputada Rosana Valle (PL) na Baixada Santista e a favor da chapa Guilherme Boulos (PSOL) / Marta Suplicy (PT) em São Paulo. Dias depois, VEJA trouxe material semelhante sobre mensagens orientando votos em uma deputada do PT; é um mosaico preocupante sobre tentáculos políticos do crime.
Em 9 de agosto de 2019, a Veja publica matéria intitulada: ‘O PT tinha diálogo com nois cabuloso’, diz preso do PCC grampeado. Conversas interceptadas pela Polícia Federal entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) levantam indícios de que os criminosos mantinham diálogo com pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores. Os grampos constam em relatório da Operação Cravada, que desmantelou um núcleo financeiro da facção criminosa que agia de dentro de presídios do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Em agosto de 2024, uma operação contra o tráfico na Cracolândia prendeu a suplente de vereadora pelo PT e ex-candidata a vereadora pelo PT, Janaina da Conceição Cerqueira Xavier. Segundo o MP, ela era responsável por um hotel usado como ponto de venda de drogas e mantinha vínculos com integrantes do PCC. Mensagens interceptadas reforçam sua participação no esquema.
Em 8 de julho de 2025, coluna de Andreza Matais (Metrópoles) mostrou que a agenda do ministro Márcio Macêdo teve reunião com a Associação de Moradores do Moinho, sediada em endereço que, no passado, abrigou drogas do PCC (segundo apuração policial), e apontou vínculos da ONG Crack, PCC e outros bichos com a articulação. Uma agenda do presidente Lula (PT) e da primeira-dama Janja da Silva no centro de São Paulo, no fim do mês passado, foi viabilizada após reuniões do governo com a Associação da Comunidade do Moinho. Segundo o Ministério Público de São Paulo, a favela é controlada pelo grupo criminoso e o acesso costuma ser restrito a não moradores. O ministro Márcio Macêdo (Secretária-geral da Presidência) esteve na entidade dois dias antes da visita do presidente e da primeira-dama, para negociar a agenda oficial de Lula na favela.
Em janeiro de 2025, foi noticiado amplamente que a ONG Pacto Social & Carcerário, ligada ao PCC —segundo investigação da Polícia Civil de São Paulo—, participou de ao menos três reuniões (uma delas públicas) com dirigentes dos ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos do governo Lula. Ministérios confirmaram reuniões e disseram que ONG foi chamada para nada mais, nada menos “discutir políticas para presidiários”. O último encontro foi com o Ministério da Justiça, em dezembro de 2024. As passagens aéreas de São Paulo a Brasília foram bancadas pelo governo Lula.
Em março de 2023, Flávio Dino, enquanto Ministro da Justiça e Segurança Pública, participou do lançamento da 7ª edição do Boletim “Direito à segurança pública na Maré”, no Rio de Janeiro. Segundo as justificativas esfarrapadas dadas pelo regime lulopetista, a iniciativa foi do grupo comunitário Redes da Maré e o boletim apresentava informações sobre questões como mortes causadas por armas de fogo e conflitos violentos na comunidade e o intuito da visita do Ministro da Justiça teria sido ajudar no diálogo e na formulação de políticas públicas na área da segurança. Como um Ministro da Justiça entra na Favela da Maré no Rio de Janeiro? Nenhum outro ministro federal fez visita semelhante dentro de uma favela carioca na história do crime organizado no Rio de Janeiro. Bem, segundo as mídias de verificação de fatos, aquelas ligadas à USAID, a PRF tinha policiais à paisana no acesso à comunidade. A PF também confirmou atuação no aparato de segurança durante a visita. Já a Polícia Militar informou que o 22º Batalhão (Maré) reforçou o policiamento na Avenida Brasil. A Polícia Civil foi procurada, mas não respondeu até a publicação. Ou seja, nem mesmo policiais parecem ter acompanhado o Ministro – sem qualquer suspeita de envolvimento com crime organizado, claro, tanto que hoje é supremo poder judicial da Nação – até o local da reunião na sede da ONG bem no meio da Favela da Maré.
Agora, Dino deve ter ido tranquilo, pois pensou: se Lula foi, porque eu não posso, não é mesmo?
Em 12 de outubro de 2023, durante a sua campanha presidencial de pai dos pobres, Lula participou de um encontro com lideranças comunitárias e de uma caminhada pelo Complexo do Alemão. O ato foi organizado pelo ativista e jornalista Rene Silva, fundador do Voz das Comunidades, com apoio de lideranças e instituições locais. Lula tevê a cara de pau de usar um boné com as letras CPX, um presente dado ao ex-presidente pela ativista Camila Santos em visita à sede do jornal comunitário Voz das Comunidades. Mais uma vez as mídias de verificação de fatos, aquelas ligadas à USAID, correram para dizer que a sigla representava tão somente a palavra complexo. Diga isso a um carioca que more nos bairros do subúrbio que circulam as favelas do Complexo do Alemão e convide-o para entrar na favela com seu carro usando um boné escrito CPX. Se um carioca sequer for encontrado que aceite esse convite, irei crer para sempre nas narrativas criadas pelo regime lulopetista e sua mídia de checagem de fatos.
Mas as perguntas não querem calar são: Se o bolsonarismo está realmente ligado ao PCC, por que Bolsonaro ou qualquer ministro Bolsonarista, ou ainda, qualquer político de direita, nunca visitou uma favela, onde até o Ministério Público sabe que é controlada por grupos criminosos e que o acesso costuma ser restrito a não moradores? Por que Lula e seus ministros, inclusive Dino, ex-ministro de nada mais, nada menos da pasta da Justiça, visitam facilmente tais locais comandados por organizações criminosas violentas que não admitem o poder público em sua área de domínio?
Por fim, em maio de 2025, representantes do governo Donald Trump reuniram-se com técnicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) da gestão Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ouviram que, para o PT, facções como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) não podem ser classificadas pela legislação do país como organizações terroristas, pois seriam apenas criminosas lucrativas. O Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou aos EUA um dossiê elaborado pelas Secretarias de Segurança Pública do Rio de Janeiro e de São Paulo, que relaciona as atuações das facções CV e PCC ao terrorismo, tendo como exemplo vínculos com o Hezbollah.
O NARCOTRÁFICO COMO INSTRUMENTO REVOLUCIONÁRIO DAS ESQUERDAS LATINO-AMERICANAS
Na América Latina, líderes políticos socialistas e movimentos revolucionários inspirados por doutrinas marxista-leninistas e por pensadores da Escola de Frankfurt legitimaram, na prática, o uso do narcotráfico como ferramenta de financiamento de projetos de poder e de subversão moral. O tráfico de drogas foi instrumentalizado como arma de guerra não convencional contra a sociedade judaico-cristã ocidental.
Nas décadas recentes, proliferaram evidências do envolvimento direto de regimes autoritários socialistas e de movimentos revolucionários de esquerda na América Latina com o narcotráfico, não apenas como recurso financeiro, mas como estratégia de guerra cultural revolucionária. Esta articulação não se trata de mera conveniência criminosa, mas de uma escolha política e ideológica.
Diversos indícios históricos, testemunhos de dissidentes e a lógica geopolítica do marxismo-leninismo latino-americano apontam para uma inquietante possibilidade: a de que o narcotráfico seja conscientemente adotado como instrumento revolucionário por líderes comunistas (socialistas) latino-americanos. A estratégia se basearia em dois pilares ideológicos:
– Subversão da sociedade capitalista por dentro, especialmente dos Estados Unidos, por meio da destruição moral da juventude ocidental pelo consumo massivo de drogas. Essa lógica se alinha com a visão gramsciana de conquista hegemônica cultural e moral, mas com métodos mais radicais; e
– Financiamento direto das revoluções socialistas por meio do lucro bilionário gerado pelo tráfico, dispensando a dependência de apoio formal soviético após o fim da URSS
Essa tese se fundamenta na legitimação ideológica do crime como arma política na América Latina, que tem raízes em autores como Marx, Lenin, Gramsci, Che Guevara, Marighella, Fanon, Marcuse, Paulo Freire e teóricos do Foro de São Paulo. Suas formulações sobre guerra de posição, moral revolucionária e pedagogia da violência forneceram o pretexto para alianças revolucionárias com o narcotráfico, visto não só como fonte de financiamento, mas como instrumento de corrosão social contra o “inimigo de classe”.
Ainda, a tese encontra apoio indireto em interpretações críticas do socialismo revolucionário feitas por autores como Dinesh D’Souza, Theodore Dalrymple, Paul Hollander, e Thomas Sowell, que apontam a disposição da esquerda radical em violar normas morais e jurídicas em nome da luta revolucionária. Do lado latino-americano, essa visão é corroborada por Marcelo Suano, que sustenta que o socialismo bolivariano incorporou métodos criminosos como parte funcional de seu projeto de poder.
Gramsci (1971) propôs a conquista da hegemonia cultural como via para a tomada do poder, substituindo o confronto direto por infiltração lenta nas instituições e nos valores da sociedade civil. Sob esta perspectiva, a degradação dos valores tradicionais seria uma etapa necessária para o colapso da ordem capitalista. Assim, a destruição dos valores da sociedade de consumo, do “american way of life”, poderia passar por instrumentos de degradação interna como o tráfico de drogas. Uma “contra-hegemonia” por qualquer meio necessário.
Em Eros e Civilização (1955), Marcuse defende a dissolução da moralidade repressiva burguesa como meio de emancipação. Tal visão legitimaria a “liberação” via drogas e sexo como revolução dos sentidos contra o status quo, o que se tornou narrativa adotada por várias vanguardas latino-americanas. Marcuse estabeleceu o famoso conceito da tolerância repressiva com a destruição da ordem por dentro via liberação de impulsos. Assim, a droga serve, então, como instrumento de alienação da juventude, rompendo com a “racionalidade repressiva” da sociedade capitalista. Embora não defenda o tráfico, a liberação de impulsos destrutivos poderia ser vista como estratégia de erosão da ordem burguesa.
Lenin estabeleceu que a moral é aquilo que serve à revolução proletária. Logo, qualquer meio que contribua para a destruição do capitalismo é moralmente justificado, inclusive alianças com o crime.
Em Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire afirma que a violência do oprimido contra o opressor pode ser considerada “um ato de amor”. Essa frase, repetida ad nauseam por militantes e acadêmicos de esquerda, não é uma inocente reflexão literária: é um código ideológico que legitima a agressão, o caos e até o assassinato, desde que praticados sob a bandeira da “libertação”. Dentro dessa lógica, qualquer crime — de depredar uma propriedade a traficar drogas — pode ser reinterpretado como gesto de luta por justiça social, contanto que seja cometido por quem se autoproclama “oprimido” e contra quem se enquadre como “opressor”. Esse raciocínio perverso serve como verniz moral para o alinhamento entre movimentos revolucionários e organizações criminosas. Se a violência se torna “ato de amor”, o tráfico vira “economia de resistência”, o roubo passa a ser “redistribuição” e o terror se disfarça de “justiça histórica”. O resultado é a erosão de qualquer parâmetro ético e a abertura de um campo fértil para alianças entre facções como PCC e CV e grupos terroristas internacionais, amparados pelo discurso progressista que romantiza a criminalidade quando serve ao projeto de poder.
A experiência cubana nos anos 1980 fornece um claro antecedente da tese. Testemunhos de Juan Reinaldo Sánchez (ex-segurança de Fidel Castro) e documentos de inteligência apontam o envolvimento do regime cubano com o Cartel de Medellín nos anos 1980. Segundo Juan, que esteve 17 anos ao lado de Fidel, o narcotráfico em Cuba não era apenas econômico, mas também ideológico: o objetivo seria enfraquecer moralmente a juventude americana, inserindo drogas nas rotas rumo aos EUA como forma de guerra assimétrica contra o imperialismo. O ex-espião cubano Juan Vivés, em seu livro El Magnífico — 20 Ans au Service Secret de Castro, afirma que oficiais cubanos de alto escalão mantinham reuniões com Pablo Escobar, com conhecimento de Fidel e Raúl Castro, para permitir que o Cartel de Medellín operasse através de Cuba em rotas rumo aos EUA. Essas redes de tráfico de Escobar passavam por Cuba na década de 1980, com a presença de oficiais como o general Arnaldo Ochoa e o coronel Antonio de la Guardia, que receberam traficantes em Havana e facilitaram exportações de cocaína via ilhas caribenhas. As execuções dos generais Ochoa e De la Guardia em 1989 teriam servido de queima de arquivo. Fidel foi o mentor ideológico do uso estratégico do tráfico de drogas como instrumento revolucionário de tomada de poder dos líderes socialistas latino-americanos do Foro de São Paulo, como tática de financiamento revolucionário após a queda do muro de Berlim quando a União Soviética parou de financiar Cuba e, por tabela, os movimentos revolucionários latino-americanos. Fidel Castro ensinou a tática à Hugo Chavez; assegurando-o que o tráfico drogas era um instrumento de luta revolucionária: “A cocaína não é um problema, e sim um instrumento de luta contra o imperialismo… O incremento do tráfico […] obrigaria os americanos a gastarem mais dinheiro com ações de repressão e tratamentos dos adictos.” Então, o General Hugo Carvajal incorporou o modelo cubano, fazendo a lógica de uso do narcotráfico um instrumento revolucionário também na Venezuela.
Hugo Carvajal, ex-chefe da DGCIM, incorporou o modelo cubano à Venezuela bolivariana. Capturado na Espanha em 2019 e extraditado para os EUA em 2023; peça central do Cartel de los Soles, rede militar que operou em parceria com as FARC para traficar cocaína para os EUA. Carvajal firmou colaboração com autoridades americanas e tem prestado depoimentos que comprovam: O uso do narcotráfico como instrumento de financiamento revolucionário; A adoção da estratégia ideológica de debilitar os EUA por dentro, copiada do modelo cubano; e A articulação entre militares venezuelanos e guerrilhas colombianas para fortalecer o regime chavista. Hugo Carvajal, conhecido como “El Pollo”, não é apenas um ex-general venezuelano. Foi o chefe máximo da Direção-Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM) nos governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro — ou seja, o cérebro por trás da repressão política, do controle interno e do aparato de inteligência de um regime bolivariano cada vez mais criminoso. Capturado na Espanha em 2019 e finalmente extraditado para os Estados Unidos em 2023, Carvajal agora se transforma numa bomba-relógio política: fez acordo de colaboração com autoridades americanas e começou a revelar os bastidores sombrios da aliança entre socialismo e narcotráfico. As informações prestadas por Carvajal confirmam o que há anos era denunciado por fontes independentes: a existência do chamado Cartel de Los Soles, uma máfia formada por militares venezuelanos de alta patente, que usava a estrutura do Estado socialista como plataforma para o tráfico internacional de drogas. Pior: segundo Carvajal, esse cartel mantinha estreita colaboração com as FARC — organização narcoguerrilheira colombiana com ideologia marxista-leninista — para traficar toneladas de cocaína rumo aos Estados Unidos. O regime chavista, que se autoproclama defensor da soberania Venezuelana, se revela um narcoestado instrumentalizado por criminosos fardados e revolucionários armados. O discurso anti-imperialista serve apenas para mascarar uma logística de cocaína a céu aberto, protegida por generais bolivarianos. Carvajal agora se torna delator-chave dessa engrenagem podre, expondo como o socialismo do século XX se degenerou em cartel do século XXI. As revelações de Carvajal podem gerar um terremoto geopolítico. Se confirmadas, provam que o Estado venezuelano, longe de ser vítima do imperialismo, foi cúmplice ativo do narcoterrorismo antiocidental. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Carvajal teria participado de uma conspiração para “inundar os EUA com cocaína” em parceria com as FARC. Ele é acusado de usar o aparato militar e de inteligência da Venezuela para proteger carregamentos de drogas, fornecer armas às FARC e facilitar rotas aéreas e marítimas; além de integrar o “Cartel de Los Soles”, um nome informal para a rede de militares venezuelanos envolvidos com narcotráfico — o nome faz referência aos “sóis” nas insígnias dos generais venezuelanos. A Carvajal está colaborando com as autoridades americanas após sua extradição e parece ter feito um acordo de colaboração para fornecer informações confidenciais sobre operações ilegais do regime chavista, inclusive conexões com guerrilhas e redes de tráfico. Ele também já teria oferecido documentos sobre financiamento ilícito a campanhas de líderes de esquerda da América Latina e Europa, como Lula e Evo Morales e partidos ligados ao Foro de São Paulo. Hugo se declarou culpado em 25 de junho de 2025 em um tribunal federal de Nova York por quatro acusações criminais: conspiração para importar cocaína aos EUA, narcoterrorismo, porte de armas e envolvimento com as FARC. A imprensa dos EUA e veículos internacionais relatam que seu gesto de assumir culpa pode indicar uma possível cooperação futura com autoridades americanas—apesar de ainda não haver confirmação pública de um acordo formal de delação premiada. A sentença está prevista para outubro, e autoridades sugerem que Carvajal pode receber crédito por colaboração antes da pena ser definida
Embora Carvajal tenha se declarado culpado sem um acordo público imediato, ele possivelmente possui informações estratégicas sobre redes de espionagem e narcotráfico vinculadas ao regime venezuelano, sendo considerado valioso para investigações em curso.
No contexto da ditadura militar brasileira (anos 1970), o Comando Vermelho (CV) emergiu dentro do presídio da Ilha Grande, resultado de uma conjunção de erros estratégicos e ideológicos. Presos políticos e comuns foram colocados lado a lado, criando um ambiente propício à formação de uma facção organizada. A extrema-esquerda revolucionária, hierarquizada e intelectualizada, inicialmente segregou os presos comuns, revelando um desprezo pelos anseios populares, mas a interação forçada acabou moldando a estrutura do crime organizado. Fontes independentes apontam que o CV nasceu não apenas como grupo criminoso, mas com características de movimento revolucionário, inspirado na lógica cubana e venezuelana: o tráfico de drogas seria instrumentalizado tanto para financiamento de ideologias subversivas quanto para destruição moral da sociedade capitalista. Essa visão crítica se afasta das interpretações progressistas presentes no livro 400 contra 1 e no filme Quase Dois Irmãos, que romantizam a ação como “resistência do oprimido”. Histórias orais e relatos de agentes de segurança indicam que líderes políticos da esquerda brasileira, como Leonel de Moura Brizola, teriam contribuído para a introdução da cocaína no Rio de Janeiro como ferramenta de expansão ideológica do CV, em consonância com a tática de “narcoterrorismo revolucionário” observada em Cuba e Venezuela. Assim, a experiência da Ilha Grande demonstra que o narcotráfico no Brasil não surgiu como crime isolado, mas sim como parte de um projeto estratégico de subversão social e política, alinhado aos objetivos históricos do socialismo revolucionário: corromper valores da sociedade ocidental e financiar movimentos de poder alternativos.
Em maio de 2025, o governo Trump enviou uma comitiva liderada por David Gamble ao Brasil com a proposta de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
A proposta visava permitir sanções mais duras contra essas facções, incluindo bloqueio financeiro e deportação facilitada. O governo brasileiro, representado por técnicos do Ministério da Justiça, rejeitou o pedido, afirmando que as facções operam por lógica de lucro, não ideológica ou religiosa, portanto, não se enquadrariam na legislação antiterrorismo nacional. Apesar da negativa, os EUA avançaram unilateralmente com a designação, independentemente do aval brasileiro. Parlamentares da oposição, como Flávio Bolsonaro, pressionaram o governo a aceitar a proposta e entregaram à comitiva dos EUA um dossiê alegando ligações do PCC e CV com o Hezbollah, defendendo a inclusão dos grupos como terroristas.
Fontes internacionais apontam que o PCC mantém vínculo com o Hezbollah, especialmente em áreas como contrabando de armas, cigarro e lavagem de dinheiro na tríplice fronteira Brasil-Paraguai-Argentina. A Polícia Federal brasileira já documentou cooperação entre o PCC, a máfia italiana (‘Ndrangheta) e o Hezbollah, na logística de narcotráfico e financiamento ilícito. Além disso, notícias indicam que mais de 400 comandantes do Hezbollah deixaram o Líbano recentemente, refugiando-se em países da América Latina como Brasil, Venezuela, Colômbia e Equador, devido ao desmantelamento de sua infraestrutura militar após a guerra em Gaza. .Em outubro de 2024, a ministra argentina da Segurança Patricia Bullrich afirmou que o libanês Hussein Ahmad Karaki, suposto chefe do Hezbollah na América Latina, teria recrutado pessoas no Brasil e mantido relações com PCC e CV desde os anos 1990, inclusive após atentados em Buenos Aires. Nesse contexto, os EUA anunciaram uma recompensa de até US$ 10 milhões por informações sobre líderes do Hezbollah na Tríplice Fronteira, como parte de uma ofensiva contra crime transnacional e terrorismo regional. Com apoio do FBI, o Paraguai criou um centro antiterrorista focado em desmantelar o Hezbollah na Tríplice Fronteira; decisão que pode evoluir para mais uma base militar americana na América Latina. A decisão chega em meio à recompensa de 10 milhões de dólares oferecida por Donald Trump por informações sobre as redes de financiamento do grupo terrorista.
Os EUA, por meio do trumpismo, finalmente, parecem ter entendido plenamente essa tese revolucionária e decidido combatê-la de forma contundente ou deixar o socialismo latino americano pós fim da União Soviética destruir por completo com a sociedade judaico-cristã nas Américas: O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou em 27 de julho de 2025, via rede social X, que Nicolás Maduro “não é o presidente da Venezuela” e que seu regime “não é legítimo”. Ele declarou que Maduro é o líder do “Cartel de Los Soles”, descrição que utilizou para caracterizar o grupo como uma organização narcoterrorista que teria tomado o controle do país e estaria formalmente acusado de traficar drogas para os EUA. O Departamento do Tesouro dos EUA designou o Cartel de los Soles como entidade terrorista, responsabilizando Maduro por traficar drogas para os EUA e apoiar grupos como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa
Rubio reforçou que os EUA usarão todos os recursos disponíveis contra essa estratégia de narcoterrorismo estatal que ameaça segurança nacional e os valores democráticos americanos. Esses posicionamentos demonstram que os EUA reconhecem a dimensão ideológico‑tática do narcotráfico estatal venezuelano e estão adotando uma postura de enfrentamento direto, desvinculando-o do contexto meramente criminal e enquadrando-o como guerra híbrida revolucionária — com Maduro como seu comandante. Os Estados Unidos estão preparando uma ofensiva avassaladora contra o narcotráfico na América Latina, com o Brasil no centro do furacão. Facções criminosas como 1º Comando da Capital e Comando Vermelho, que dominam o crime organizado no Brasil e espalham suas teias por toda a região, também estão na mira. Informações quentes indicam que os Estados Unidos estão armando uma operação implacável para desmantelar essas organizações, que têm laços com redes transnacionais de tráfico de drogas e armas, incluindo conexões com o cartel de los soles. Essa cruzada promete prisões em massa, ação, operações coordenadas e um golpe devastador no crime organizado, visando decapitar as estruturas do PCC, CV e seus aliados. Em 14 de agosto de 2025, os EUA ordenaram o deslocamento de forças aéreas e navais para o Sul do Caribe, uma ação inédita para combater cartéis designados como terroristas em nível global — como o Sinaloa e o Tren de Aragua . Essa medida inclui o envio de mais de 4.000 fuzileiros navais e marinheiros, além de embarcações (como grupamentos anfíbios, destroyers, submarinos de ataque e aeronaves de reconhecimento P-8 Poseidon). O Pacífico Comando Sul (SOUTHCOM) da Marinha dos EUA, em conjunto com a Quarta Frota, está coordenando essa operação, que representa um ponto de virada na estratégia contra o narcotráfico na região. O foco da ofensiva americana certamente também se estende ao Brasil, onde facções como o PCC e o Comando Vermelho operam com alcance continental: Embora o governo brasileiro tenha rejeitado classificar o PCC e o CV como grupos terroristas, os EUA pressionam para que sejam vistos como tais, a fim de facilitar sanções e ações coordenadas; e Para os EUA, essas facções representam mais do que crime organizado: são atores transnacionais estratégicos que alimentam redes de narcotráfico e terrorismo regional. Essa ofensiva militarizada evidencia que os EUA não veem mais o narcotráfico como problema isolado, mas como elemento central de uma estratégia revolucionária global. A presença naval no Caribe torna-se o símbolo de uma guerra aberta contra regimes e redes criminosas que utilizam a violência para moldar o poder político.
O narcotráfico revolucionário é um fenômeno coerente com a lógica marxista-leninista quando instrumentalizado para a destruição do capitalismo. Suas raízes ideológicas se encontram tanto na teoria quanto na prática dos pensadores que legitimaram a ruptura com a ordem moral, institucional e legal como necessária à revolução. A articulação entre ideologia revolucionária e práticas criminosas, como o narcotráfico, não é mera teoria conspiratória, mas uma hipótese sustentada por relatos de ex-agentes, documentos judiciais e análises de dissidentes. O uso estratégico da droga como arma política e financeira — um narcoterrorismo revolucionário — encontra coerência na lógica do marxismo-leninismo latino-americano adaptado à realidade pós-Guerra Fria. Do ponto de vista geopolítico, é um ataque silencioso, mas devastador: financiar ditaduras socialistas enquanto destrói o “inimigo” imperialista de dentro para fora. E nessa engrenagem sinistra, figuras como Fidel Castro, Hugo Chávez, Hugo Carvajal e Nicolás Maduro parecem ter cumprido seus papéis com disciplina revolucionária — e sangue nos lucros. O que parecia apenas um problema de segurança pública ou crime organizado agora se revela como uma guerra de quarta geração, onde o tráfico de drogas é arma geopolítica. O elo entre ideologia revolucionária, regime autoritário e narcotráfico ficou evidente. A resposta dos EUA, embora tardia, está sendo articulada com contundência — e promete não apenas reprimir o tráfico, mas atingir o coração da doutrina narco-revolucionária gestada em Havana, implantada em Caracas e disseminada nas periferias do continente.

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