ENTREVISTA NO INTELIGENCIA LTDA.
José Dirceu lembra o clima conservador e repressivo das escolas e universidades durante a ditadura. Ele participou ativamente do movimento estudantil, foi eleito presidente de centro acadêmico na PUC-SP e depois da União Estadual de Estudantes. Relata episódios de repressão violenta da polícia, como eleições sob cavalaria, e a prisão em 1968 no congresso clandestino da UNE, em Ibiúna, quando centenas de estudantes foram detidos.
Dirceu ficou meses preso em condições precárias, sofrendo ameaças de morte. Foi incluído na lista de 15 presos políticos trocados pelo embaixador norte-americano sequestrado, sendo enviado ao México e depois para Cuba, onde recebeu treinamento militar e até fez cirurgia plástica para mudar a fisionomia e retornar clandestinamente ao Brasil.
Ele reconhece que a luta armada contra a ditadura fracassou, pois eram poucos contra o poder do regime, e que a derrota veio pela via política: MDB, eleições, movimento sindical, greves do ABC, Igreja progressista, até a Constituinte e a redemocratização.
Após viver no exílio e voltar clandestino, estabeleceu-se no Paraná sob identidade falsa, casou-se, teve filho (Zeca Dirceu) e manteve uma boutique e fábrica de roupas. Aproveitou esse tempo para viajar pelo Brasil e conhecê-lo melhor, entendendo que a mudança teria de vir pela política democrática.Dirceu relata que voltou a São Paulo após o exílio, retomou os estudos e participou como um dos 111 fundadores do PT. Ele explica que o partido surgiu porque a classe trabalhadora, especialmente no ABC, tomou consciência da importância de ter representação própria no Congresso e no governo, em um contexto de redemocratização e fortalecimento dos direitos sociais garantidos pela Constituição de 1988.
Segundo ele, o PT foi o primeiro partido dos trabalhadores a surgir em condições democráticas no Brasil, diferente de tentativas anteriores (como PCB, PTB e PSB), reprimidas pela ditadura. Destaca que a classe trabalhadora sempre teve peso político, variando entre diferentes correntes (Ademar, Maluf, Collor, FHC, Bolsonaro), mas foi majoritariamente responsável pela força do PT.
Dirceu ressalta que política não é ciência exata, mas envolve imprevistos, citando a Lava Jato e a prisão de Lula em 2018. Ele também comenta que o desafio atual é conquistar maioria no Congresso, dado que o governo Lula hoje depende de uma base de centro-direita.
Além disso, discorre sobre pautas estruturais: crescimento econômico como base para resolver outros problemas, ampliação do ensino integral, ensino técnico para juventude, apoio à agricultura familiar, preservação ambiental e Amazônia como vetor de desenvolvimento. Defende que o Brasil é um país viável e rico, mas que assusta potências externas pelo seu potencial.
Por fim, explica que conheceu Lula em 1979 por intermédio de Frei Betto e Paulo Vannuchi, pouco depois de retornar ao país.
José Dirceu conta que, ao retornar ao Brasil, retomou os estudos de Direito na PUC-SP, trabalhou como auxiliar administrativo e assessor parlamentar, tornando-se depois deputado estadual. No entanto, sua prioridade foi ajudar a organizar o PT na base, recusando cargos de maior visibilidade no início.
Ele e outros ex-militantes da luta armada decidiram abandonar organizações anteriores e dedicar-se integralmente ao PT, defendendo que não deveria haver “duas camisas” (partido + organização paralela). O objetivo era formar um partido dos trabalhadores que pudesse disputar eleições e aprender a governar, já que até então a política era dominada pelas elites.
Destaca que a ampliação do acesso à educação seria fundamental para a ascensão da classe trabalhadora, algo que só viria a se consolidar com os governos do PT. Desde meados dos anos 1980, já tinha como sonho eleger Lula presidente, e atuou como secretário de formação política, secretário-geral, secretário nacional e depois presidente do PT (1995–2003).
Recorda as primeiras disputas eleitorais: em 1982, Lula concorreu ao governo de São Paulo, mas perdeu para Montoro. Em 1985, Suplicy quase venceu a prefeitura de São Paulo, mas a grande virada veio com o movimento das Diretas Já (1983–84), do qual Dirceu foi um dos organizadores em São Paulo, junto com Montoro, Ulysses e outros. O comício da Praça da Sé e o da Praça da República reuniram multidões e alimentaram o otimismo de mudança política no país.
Ele lembra que a redemocratização trouxe um sentimento coletivo de esperança, com o MDB elegendo quase todos os governadores em 1982 e conquistando maioria no Congresso. Mais tarde, com Tancredo, Sarney e depois Collor, vieram frustrações, mas a luta pelo protagonismo do PT já estava consolidada, culminando na chegada de Lula ao segundo turno em 1989.
osé Dirceu avalia que a eleição de Fernando Collor em 1989 foi construída como barreira contra a chegada de Lula ou Brizola ao poder. Collor, com apoio da mídia — em especial da Globo —, foi vendido como “caçador de marajás” e símbolo do combate à corrupção, repetindo uma narrativa histórica usada contra Getúlio e depois retomada na Lava Jato.
O segundo turno de 1989 foi marcado por manipulações, como a exposição da ex-mulher de Lula e a edição enviesada do debate televisivo, fatores decisivos para a vitória de Collor. Dirceu reconhece que, apesar da injustiça, o PT também estava aprendendo a fazer campanhas, já que após décadas de ditadura, o país tinha pouca experiência democrática.
Com o impeachment de Collor, o cenário abriu espaço para Fernando Henrique Cardoso, que, no governo Itamar, liderou o Plano Real. A estabilização da inflação deu a FHC uma vitória eleitoral em 1994. Para Dirceu, a esquerda subestimou o impacto da inflação na vida popular.
Ele critica os efeitos da política econômica de FHC: câmbio fixo que barateava importados e prejudicava a indústria nacional, juros altíssimos que dobraram a dívida pública e apagões que desgastaram o governo. Apesar da reeleição de FHC, marcada por denúncias de compra de votos, o PSDB entregou o país em crise em 2002.
Nesse contexto, Lula venceu ao adotar a postura do “Lula Paz e Amor”, reduzindo sua rejeição e transmitindo confiança. Dirceu relata que coordenou a campanha e participou da transição tranquila negociada diretamente com Fernando Henrique, Pedro Parente e outros, destacando o contraste com a transição sabotada por Bolsonaro em 2022. Apesar das divergências políticas, descreve FHC como democrata, intelectual e figura respeitável da vida pública.
José Dirceu afirma que o “mensalão” nunca existiu como compra de votos no Congresso. Segundo ele, o que houve foi caixa dois eleitoral: empréstimos bancários feitos por empresas e repassados ao PT para pagar dívidas de campanha, prática irregular, mas comum na época. O erro do partido, segundo ele, foi esse modelo de financiamento.
Para Dirceu, o processo transformou um caso de caixa dois em um julgamento político contra o PT e Lula, com cobertura intensa do STF e da mídia. Ele sustenta que não houve desvio de recursos da Visanet (Banco do Brasil), apresentando notas fiscais que comprovariam os gastos com propaganda. Argumenta que, enquanto o PT foi exposto e condenado em instâncias superiores, casos semelhantes no PSDB tiveram tratamento brando (“mensalão mineiro”).
Apesar do impacto, o PT manteve força eleitoral, e Lula foi reeleito em 2006. Dirceu diferencia o mensalão da Lava Jato, que considera um projeto articulado com interesses dos EUA, mirando o pré-sal e a Petrobras. Para ele, a Lava Jato destruiu setores estratégicos do país e foi usada politicamente para perseguir o PT, com Sérgio Moro e procuradores atuando de forma parcial.
Ele recorda sua própria prisão: optou por não fugir nem renunciar ao mandato, enfrentando o julgamento e trabalhando na prisão, onde manteve um blog e escreveu livros. Em 2024, suas condenações foram anuladas pelo STF, decisão que recebeu como “justiça tardia”, importante também para sua família.
Dirceu reconhece o impacto dos escândalos na militância, mas ressalta que o PT resistiu e que a criminalização serviu de instrumento para tentar derrotar Lula. Ele vê hipocrisia em atuais pedidos de anistia de políticos investigados, contrastando com a postura que ele e Lula tiveram de enfrentar processos e prisões.
No fim, aborda também a relação com os evangélicos: rebate a narrativa de que o PT seria contra as igrejas, lembrando que Lula é católico, o partido nasceu de comunidades de base e grande parte dos militantes é evangélica. Destaca que divergências devem ser tratadas em torno de questões concretas de política pública, não de religião.
Dirceu explica que Bolsonaro ocupou a lacuna deixada pela destruição da classe política pela Lava Jato, pelo crescimento do conservadorismo religioso e pelo domínio da direita nas redes sociais. Embora tivesse alta rejeição, sua ascensão foi impulsionada pela facada e pelo discurso “fora do sistema”.
Ele diferencia o governo Temer, visto como ilegítimo e produto de um golpe parlamentar, do governo Bolsonaro, que chega com projeto claro de desmontar o Estado de bem-estar social: privatizar Petrobras e bancos públicos, desvincular o salário mínimo da previdência, reduzir gastos obrigatórios com saúde e educação. Segundo Dirceu, essa agenda não gera crescimento econômico, mas aprofunda desigualdade.
Para ele, o embate atual é entre dois projetos de país: a direita que busca privatizar o que resta do Estado e o campo progressista que defende manter a proteção social prevista na Constituição. Dirceu conclui que a disputa exige maioria no Congresso para viabilizar as reformas sociais do governo Lula, apontando Tarcísio de Freitas como provável candidato da direita em 2026, com Ratinho Júnior como alternativa.
Dirceu afirma que Lula é, de fato, o único candidato viável da esquerda para 2026, apoiado por uma ampla aliança de partidos (PDT, PSB, PV, PCdoB, PSOL, Rede e setores do MDB e PSD). Destaca que o presidente mantém cerca de 45% das intenções de voto e muita energia apesar da idade, cuidando pessoalmente das áreas estratégicas do governo.
Sobre a direita, vê Tarcísio de Freitas como o principal candidato, com Ratinho Júnior como alternativa. Bolsonaro, já inelegível, ainda tem influência, mas pode transferir apoio a familiares ou aliados.
Dirceu aponta que a disputa política no Brasil não é “polarização”, mas politização: diferentes visões de país em confronto (preservar o Estado de bem-estar social vs. privatização e austeridade). Para ele, o governo precisa focar em reduzir os juros, avançar na reforma tributária, reindustrializar o Brasil e enfrentar ataques externos, como tarifas impostas pelos EUA, que considera medidas políticas ligadas a Trump e Bolsonaro.
Defende que o Brasil tem potencial de potência mundial por sua segurança alimentar, energética, indústria de defesa e tecnologia, mas depende de baixar juros e fortalecer investimento produtivo.
Nos blocos de perguntas:
- Sobre privilégios no Judiciário, diz que devem ser cortados, mas sem desvalorizar carreiras estratégicas.
- Sobre juros altos, atribui ao fato de o governo não ter maioria no Congresso.
- Sobre Venezuela, nega ter dito que as eleições lá são “invioláveis” e reforça que o Brasil deve respeitar a autodeterminação dos povos.
- Sobre indústria farmacêutica, defende mais produção nacional e redução da dependência de importações.
Nos minutos finais, recorda seu momento mais difícil: ter sido transformado em “maior corrupto do país” após denúncia de Roberto Jefferson e as perseguições da Lava Jato. Revela que pretende se candidatar a deputado federal em São Paulo para recuperar o mandato cassado em 2005.
Em tom pessoal, fala sobre mortalidade (já enfrentou câncer e hematoma), sobre ser otimista e apaixonado pelo Brasil, e deixa como “epitáfio”: “Tive uma bela vida, fui feliz, vivi a vida com paixão. O Brasil precisa tomar conta do seu destino, senão outros o farão.”
Resumo em tópicos
- Clima da ditadura: conservadorismo social, repressão a estudantes, censura, fechamento de partidos.
- Atuação estudantil: Dirceu lidera centro acadêmico e UEE; repressão policial em protestos.
- Prisão em Ibiúna (1968): 800 estudantes presos; ele e outros líderes ficaram meses encarcerados em celas precárias.
- Troca de presos: libertado após sequestro do embaixador dos EUA; exilado no México e em Cuba.
- Treinamento em Cuba: militar e político; fez cirurgia plástica para retornar clandestinamente.
- Retorno ao Brasil: viveu com identidade falsa, trabalhou no Paraná, fundou família, acompanhando a política.
- Autocrítica: reconhece fracasso da luta armada; vitória contra a ditadura veio via eleições, MDB, sindicatos, Igreja e mobilização popular.
- Formação política: aproveitou período para estudar, viajar pelo Brasil e se convencer da via democrática como caminho.
- Retorno e carreira: volta a estudar Direito na PUC, trabalha e vira deputado estadual.
- Organização do PT: opta por atuar na base; militantes da luta armada abandonam antigas organizações para priorizar o PT.
- Ideia central: trabalhadores precisavam de partido próprio, disputar eleições, aprender a governar.
- Educação: reconhece que o sistema era feito para elites; defende ampliação do acesso como ferramenta de transformação social.
- Sonho de Lula presidente: desde 1986 declarava esse objetivo; ocupou cargos de direção no PT e presidiu o partido entre 1995 e 2003.
- Primeiras eleições:
- 1982: Lula candidato a governador de SP, perde para Montoro.
- 1985: Suplicy quase vence a prefeitura de SP.
- Diretas Já (1983–84): Dirceu organiza em SP; comícios históricos como o da Praça da Sé.
- Clima de esperança: eleição do MDB em quase todos os estados, maioria no Congresso, sentimento de mudança.
- Desdobramentos: Tancredo, Sarney e depois Collor marcam nova fase; PT chega ao protagonismo com Lula no segundo turno em 1989.
- Eleições de 1989:
- Collor usado como barreira contra Lula e Brizola.
- Apoio da Globo e narrativa anticorrupção.
- Manipulação no 2º turno: debate editado e uso da ex-mulher de Lula.
- PT ainda aprendia a fazer campanhas em ambiente democrático.
- Impeachment de Collor (1992): abre espaço para Itamar e FHC.
- Plano Real (1994):
- Reduz inflação, garante vitória de FHC.
- Esquerda subestimou impacto da inflação.
- Críticas ao governo FHC:
- Câmbio fixo favoreceu importados → desindustrialização.
- Juros altíssimos → dívida pública dobrou.
- Apagão e crises cambiais desgastaram o governo.
- Reeleição aprovada com suspeita de compra de votos.
- Eleições de 2002:
- Lula vence com imagem moderada (“Lula Paz e Amor”).
- Transição de governo foi organizada e tranquila, coordenada por Dirceu, Palocci e equipe, em diálogo com FHC e Pedro Parente.
- Dirceu reconhece FHC como democrata e intelectual respeitável, apesar das diferenças políticas.
- Mensalão (2005):
- Dirceu nega compra de votos; afirma que foi caixa dois de campanha via empréstimos bancários.
- Erro do PT foi usar financiamento irregular.
- Processo transformado em julgamento político para atingir o partido e Lula.
- Visanet: defende que recursos não eram públicos e foram comprovadamente usados em propaganda.
- Trato desigual: PSDB e PFL envolvidos em práticas semelhantes sem a mesma repercussão.
- Impactos:
- Lula resistiu, foi reeleito em 2006.
- PT sofreu baque na militância, mas se recompôs.
- Comparação com Lava Jato:
- Lava Jato teria ligação com interesses dos EUA.
- Objetivo: enfraquecer o pré-sal, a Petrobras e o PT.
- Sérgio Moro e procuradores teriam atuado politicamente.
- Experiência pessoal:
- Dirceu preso, mas recusou fugir ou renunciar.
- Trabalhou e escreveu livros na prisão.
- STF anulou suas condenações em 2024: “justiça tardia”.
- Questão religiosa:
- PT não é contra igrejas; 1/3 dos militantes são evangélicos.
- Governo Lula fortaleceu liberdade religiosa.
- Divergências devem se dar sobre temas concretos (educação, impostos, reforma agrária), não sobre religião.
- Ascensão de Bolsonaro
- Lava Jato destruiu a política tradicional → abriu espaço para outsider.
- Conservadorismo e fundamentalismo religioso cresceram na classe trabalhadora.
- Direita dominou redes sociais a partir de 2013.
- Facada funcionou como catalisador.
- Mesmo com alta rejeição, se viabilizou como síntese anti-PT.
- Diferença com Temer
- Temer visto como produto de golpe parlamentar/jurídico.
- Governo sem legitimidade, embora tenha feito reformas.
- Projeto de Bolsonaro
- Privatização da Petrobras e bancos públicos.
- Desvinculação do salário mínimo das aposentadorias.
- Redução dos pisos de saúde e educação.
- Privatização da previdência.
- Ideia: cortar 5% do PIB em “custo social” → suposto crescimento econômico.
- Crítica: experiência mundial não confirma; desmonta proteção social e aprofunda desigualdades.
- Confronto de projetos
- Direita quer desmontar Estado de bem-estar social.
- Progressistas querem preservá-lo e fortalecê-lo.
- Eleitor precisa entender e votar em deputados/senadores que apoiem Lula.
- Cenário eleitoral futuro
- Candidato natural da direita: Tarcísio de Freitas.
- Alternativa: Ratinho Júnior (PSD).
- Bolsonaro ainda pode influenciar, mas pode dividir a direita.
Sobre Lula e sucessão (2026):
- Lula é o único nome viável da esquerda.
- Conta com alianças: PDT, PSB, PV, PCdoB, PSOL, Rede + setores do MDB e PSD.
- Mantém 45% das intenções de voto.
- Dirceu garante que Lula tem energia, saúde e disposição, apesar da idade.
Sobre a direita:
- Tarcísio de Freitas é o nome mais forte.
- Ratinho Júnior (PSD) é alternativa.
- Bolsonaro inelegível, mas mantém liderança e pode apoiar Michele ou Flávio Bolsonaro.
Economia e soberania:
- Dirceu critica juros altos; defende corte imediato para estimular crescimento.
- Reforma tributária e redução do custo do crédito são prioridades.
- Alerta sobre tarifas dos EUA → ataque político ligado a Trump e Bolsonaro.
- Ressalta potencial estratégico do Brasil (energia, alimentos, defesa, tecnologia, pré-sal, Embraer).
Questões institucionais:
- Cortar privilégios no Judiciário e Legislativo, mas sem desvalorizar funções.
- Juros altos persistem por falta de maioria no Congresso.
- Defende não interferir em assuntos internos da Venezuela, Cuba ou outros países.
- Brasil deve fortalecer indústria farmacêutica e reduzir dependência de importações.
Reflexões pessoais e políticas:
- Momento mais difícil: ser acusado de corrupção em 2005 e perseguição na Lava Jato.
- Pretende ser candidato a deputado federal em SP para “recuperar” o mandato.
- Mantém otimismo: acredita no Brasil e defende que o povo assuma seu destino.
- Epitáfio: “Tive uma bela vida, fui feliz, vivi a vida com paixão.”

Deixe um comentário