Em 25 de agosto de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma série de decretos executivos com foco em segurança pública e símbolos nacionais. Essas ações visam reforçar a aplicação da lei e restaurar o respeito por símbolos patrióticos, refletindo sua agenda de “Lei e Ordem” antes das eleições legislativas de novembro.
Combate ao “Cashless Bail” (Liberação sem Caução)
Trump assinou uma ordem executiva direcionada a Washington, D.C., determinando que suspeitos sejam processados federalmente e mantidos sob custódia federal, contornando a política local de liberação sem caução. Além disso, uma ordem mais ampla instrui o Procurador-Geral Pam Bondi a identificar jurisdições que utilizam o “cashless bail” e avaliar a suspensão de fundos federais para essas áreas. O objetivo declarado é combater a criminalidade e aumentar a segurança pública, embora críticos argumentem que essas medidas representam uma expansão excessiva da autoridade federal.
Proibição de Queima da Bandeira Americana
Outra ordem executiva assinada por Trump direciona o Departamento de Justiça a investigar e processar casos de queima da bandeira americana, apesar de uma decisão da Suprema Corte de 1989 que protege esse ato como uma forma de liberdade de expressão sob a Primeira Emenda. A ordem propõe uma pena obrigatória de um ano de prisão para infratores e autoriza o governo a negar ou revogar vistos e permissões de residência para estrangeiros envolvidos em tais atos .
Expansão da Aplicação da Lei em Cidades Democratas
Trump também ameaçou implantar a Guarda Nacional em cidades como Chicago e Baltimore, que ele descreveu como “campos de batalha”, para combater a criminalidade. Essa proposta foi amplamente criticada por líderes democratas locais, que a consideraram inconstitucional e politicamente motivada. Fontes do Pentágono confirmaram que planos para uma implantação nacional de até 1.700 tropas estavam em andamento, embora nenhuma decisão final tenha sido tomada.
Durante o evento Trump falou de diversos temas e respondeu perguntas da imprensa:
Forças Armadas e Segurança Nacional
- Trump disse que agora as forças armadas americanas (Exército, Marinha, Aeronáutica, Fuzileiros, Guarda Costeira e Força Espacial) estão batendo recordes de recrutamento, após um período em que “ninguém queria entrar”.
- Atribuiu isso ao critério de mérito determinado pela Suprema Corte.
- Destacou a criação da Space Force, dizendo que os EUA agora lideram no espaço, superando a China.
- Relatou operações militares recentes “flawless”, comparando com falhas de administrações anteriores.
- Criticou a retirada americana do Afeganistão sob Biden, chamando-a de “o dia mais embaraçoso da história do país” e dizendo que a base aérea de Bagram foi entregue à China.
Política Externa e Guerras
- Disse que evitou ou encerrou 7 a 10 guerras durante seu governo, incluindo conflitos na África, no Oriente Médio e a tensão entre Índia e Paquistão.
- Defendeu o uso de tarifas comerciais como instrumento para impedir guerras, citando que usou isso várias vezes com sucesso.
- Reiterou que, sob ele, Rússia e Ucrânia não teriam entrado em guerra.
- Falou sobre redução de armas nucleares, defendendo incluir a China em negociações.
Segurança Interna e Fronteiras
- Reforçou que não há mais cruzamentos ilegais na fronteira sul nos últimos três meses e que nenhum imigrante entrou ilegalmente.
- Criticou duramente Biden, dizendo que “liberou assassinos e estupradores”.
- Disse que MS-13 e outras gangues estão sendo eliminadas pelas operações atuais em DC e Baltimore.
Política Doméstica e Estados
- Criticou governadores democratas (Newsom, Moore, Illinois) pela violência e criminalidade.
- Disse que poderia acabar com a violência em Chicago “em uma semana”, assim como “acabou com o crime em DC” após intervenção da Guarda Nacional.
- Comentou sobre a limpeza de DC, que estava “um chiqueiro de lixo”.
- Ironizou a mudança do nome de “Department of War” para “Department of Defense”, defendendo que o país precisa de defesa e também de ofensiva.
Economia e Negócios
- Contou que exigiu da Intel 10% de participação para os EUA em troca de apoio, dizendo que isso gerou US$ 11 bilhões para o país.
- Defendeu tarifas como ferramenta que fortaleceu os EUA, enriqueceu o país e reduziu guerras.
- Prometeu reduzir preços de medicamentos em até 1500%, atacando o fato de remédios custarem muito mais caro nos EUA do que na Europa.
Política Internacional Atual
- Sobre Israel e Gaza: lamentou o bombardeio de hospital e disse que quer o fim da guerra, lembrando que sob seu governo conseguiu a libertação de reféns.
- Sobre Coreia do Sul: criticou relatos de invasão de igrejas pelo novo governo e disse que “não vai tolerar isso”.
- Sobre Ucrânia: afirmou que os EUA não enviarão mais dinheiro diretamente. Agora, a ajuda passa por NATO, que paga pelos armamentos. Reiterou que quer o fim da guerra e que a Europa precisa assumir a maior parte da responsabilidade.
Política e Justiça
- Criticou o sistema judicial, chamando-o de corrupto em alguns estados.
- Disse que vai processar para acabar com a regra informal (“blue slip”) que permite senadores democratas bloquearem nomeações de juízes e procuradores.
- Relembrou vitória judicial em Nova York contra a procuradora Letitia James, afirmando que ela tentou confiscar US$ 500 milhões de forma fraudulenta.
Ataques Políticos
- Chamou Chris Christie de “slob” e disse que ele sabia do escândalo da ponte George Washington.
- Criticou vários governadores democratas e disse que são “incompetentes”.
Compromissos Sociais
- Prometeu não cortar Medicaid, Medicare ou Previdência Social.
- Disse que está identificando ilegais recebendo benefícios, o que fortalecerá o sistema.
Tema da Guerra com o Irã
Parada do programa nuclear iraniano
- Trump disse que “paramos o Irã”, atingindo seus locais nucleares.
- Ele afirmou que, em um ou dois meses, o Irã teria conseguido uma “grande bomba nuclear” se a operação não tivesse ocorrido.
Descrição da operação militar
- Ele narrou que a missão durou 36 horas de ida e volta e foi “flawless” (perfeita).
- Todos os bombardeios acertaram os alvos, mesmo sendo à noite e sem lua.
- Os mísseis entraram diretamente nos “chutes” de ventilação nas montanhas onde o Irã escondia seu programa nuclear.
“Eles não deveriam ter colocado ventilação, usamos isso a nosso favor.”
Força aérea envolvida
- Foram usados 52 aviões-tanque para reabastecimento aéreo.
- Caças avançados como F-22 e F-35 participaram.
- Ele exaltou os pilotos e equipes de manutenção, dizendo que foram condecorados com medalhas na Casa Branca semanas depois.
Comparação com operações passadas
- Comparou essa missão bem-sucedida com operações anteriores “desastrosas” dos EUA, em que helicópteros caíram e soldados foram capturados.
- Disse que essa foi o “exato oposto” da retirada americana do Afeganistão sob Biden, que ele chamou de “o dia mais embaraçoso da história do país”.
Tema Departamento de Guerra e as Guerras que Evitou
O antigo Departamento de Guerra
- Trump recorda que o Pentágono era originalmente chamado de “Department of War” (Departamento de Guerra).
- Ele ironiza a mudança posterior para “Department of Defense” (Departamento de Defesa), afirmando que a alteração foi cosmética:
“Mudaram o nome para Departamento de Defesa, mas na prática ainda pensam como Departamento de Guerra.” - Usa esse contraste para se colocar como alguém que resistiu ao impulso da máquina bélica de iniciar conflitos.
Nenhuma nova guerra sob sua presidência
- Trump reforça várias vezes que:
“Fui o primeiro presidente em décadas que não levou os EUA a uma nova guerra.” - Diz que mostrou força, mas evitou guerra aberta.
- Destaca que usou dissuasão e diplomacia forte para manter inimigos afastados sem engajar tropas em combates prolongados.
Conflitos específicos que evitou
Coreia do Norte
- No início de seu governo, o risco de guerra era real.
- Trump menciona que “muita gente dizia que a guerra era inevitável”.
- Ele mudou a narrativa ao se encontrar com Kim Jong-un e estabelecer um canal direto, evitando escalada nuclear.
Irã
- Depois de ordenar o ataque que matou Qassem Soleimani, o clima era de guerra total.
- Trump afirma que teve a chance de invadir e destruir, mas optou por não arrastar os EUA a um conflito prolongado.
- Ele repete que sua ação foi de “força e precisão”, sem cair no ciclo de ocupações militares.
África
- Trump cita que durante seu governo houve conflitos intensos na África.
- Ele enfatiza que não enviou tropas americanas nem entrou em guerras civis africanas, apesar da pressão para “intervir humanitariamente”.
- Destacou que a guerra no Congo dura há 35 anos com mais de 9 milhões de pessoas morreram, mas que agora ele mesmo sendo acusado de racista acabou com esse conflito.
Índia x Paquistão
- Trump lembra que a rivalidade nuclear entre Índia e Paquistão chegou a um ponto crítico.
- Afirma que ele mesmo fez mediação direta entre Modi e Imran Khan, evitando uma guerra maior na Ásia.
- Evitou a escalada do conflito que poderia ser nuclear em apenas 24 horas quando ameaçou que nenhum dos dois países fariam mais qualquer negócio com os EUA.
- “Estava prestes a explodir, mas nós conseguimos evitar.”
Armênia x Azerbaijão
- Trump cita que também evitou que o conflito no Cáucaso escalasse para uma guerra muito maior.
- Disse que, sob sua liderança, os EUA conseguiram conter as tensões e impedir que se espalhassem.
Tema Ucrânia e OTAN
Sobre a Ucrânia
- Ele começa dizendo:
“US air over the sky of Ukraine… You don’t know what security guarantee means…”
— sinalizando que os Estados Unidos não vão assumir sozinhos uma garantia de segurança direta à Ucrânia. - Afirma que a Europa é que deve dar garantias mais significativas, por estar geograficamente mais próxima.
- Os EUA, segundo ele, ficariam como “backup” (apoio de retaguarda) em caso de acordo.
- Ressalta:
“I want to stop seeing people being killed.”
— ou seja, seu objetivo seria acabar com a guerra, não prolongá-la.
Financiamento da guerra
- Trump diz que os EUA já deram US$ 350 bilhões para a Ucrânia.
- Critica Zelensky, chamando-o de “o melhor vendedor que já conheci”, porque “entra no país e sai com 50 bilhões toda vez”.
- Relembra que, sob sua gestão, foi ele quem autorizou a entrega dos mísseis Javelin, que no início foram eficazes contra tanques russos.
- Mas garante que:
“Você nunca teria tido essa guerra se eu fosse presidente.”
Sobre a OTAN
- Explica que mudou o arranjo:
- Os EUA não mandariam mais dinheiro direto para a Ucrânia.
- Agora, quem pede armas é a OTAN, e ela paga integralmente pelos equipamentos aos EUA.
- Isso, segundo ele, fez os EUA deixarem de “perder dinheiro” e até “ganharem dinheiro” com a venda de armas.
- Destaca que, graças a ele, a OTAN passou a contribuir com 5% do PIB (antes, não pagava nem 2%).
- E que hoje os países membros estão “todos em dia” por pressão dele.
Nuclear e Rússia
- Menciona que está em conversas para limitar armas nucleares.
- Cita que os EUA têm o maior arsenal, a Rússia o segundo e a China o terceiro — mas que em 5 anos a China vai alcançar.
- Defende um acordo de “denuclearização” com Rússia e China.
Resumo das mensagens
Trump apresentou-se como líder forte que revitalizou o recrutamento militar, encerrou guerras por meio de comércio e diplomacia, endureceu a segurança de fronteiras, reduziu a criminalidade interna com ação federal, usou tarifas para fortalecer a economia e prometeu proteger programas sociais enquanto combate abusos. Atacou duramente Biden, governadores democratas e o sistema judicial, defendendo que apenas sob sua liderança os EUA estarão seguros, prósperos e respeitados.

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