Narcotráfico Revolucionário: Instrumento de Guerra Cultural e Financiamento da Subversão Anticapitalista

Agosto de 2025

Resumo: Este artigo sustenta que, na América Latina, líderes políticos socialistas e movimentos revolucionários inspirados por doutrinas marxistas-leninistas e por pensadores da Escola de Frankfurt legitimaram, na prática, o uso do narcotráfico como ferramenta de financiamento de projetos de poder e de subversão moral. Apoiado em registros históricos e na obra de teóricos como Antonio Gramsci, Herbert Marcuse, Carlos Marighella, Frantz Fanon, Lenin e documentos ligados ao Foro de São Paulo, o artigo demonstra como o tráfico de drogas foi instrumentalizado como arma de guerra não convencional contra a sociedade judaico-cristã ocidental.

  1. Introdução
    1.1. Nas décadas recentes, proliferaram evidências do envolvimento direto de regimes autoritários socialistas e de movimentos revolucionários de esquerda na América Latina com o narcotráfico, não apenas como recurso financeiro, mas como estratégia de guerra cultural revolucionária. Esta articulação não se trata de mera conveniência criminosa, mas de uma escolha política e ideológica.
  2. A Tese Revolucionária: Drogas como Instrumento de Guerra contra o Imperialismo
    2.1. Diversos indícios históricos, testemunhos de dissidentes e a lógica geopolítica do marxismo-leninismo latino-americano apontam para uma inquietante possibilidade: a de que o narcotráfico seja conscientemente adotado como instrumento revolucionário por líderes comunistas (socialistas) latino-americanos. A estratégia se basearia em dois pilares ideológicos:
    2.1.1. Subversão da sociedade capitalista por dentro, especialmente dos Estados Unidos, por meio da destruição moral da juventude ocidental pelo consumo massivo de drogas. Essa lógica se alinha com a visão gramsciana de conquista hegemônica cultural e moral, mas com métodos mais radicais; e
    2.1.2. Financiamento direto das revoluções socialistas por meio do lucro bilionário gerado pelo tráfico, dispensando a dependência de apoio formal soviético após o fim da URSS.
    2.2. Essa tese se fundamenta na legitimação ideológica do crime como arma política na América Latina, que tem raízes em autores como Marx, Lenin, Gramsci, Che Guevara, Marighella, Fanon, Marcuse, Paulo Freire e teóricos do Foro de São Paulo. Suas formulações sobre guerra de posição, moral revolucionária e pedagogia da violência forneceram o pretexto para alianças revolucionárias com o narcotráfico, visto não só como fonte de financiamento, mas como instrumento de corrosão social contra o “inimigo de classe”.
    2.3. Ainda, a tese encontra apoio indireto em interpretações críticas do socialismo revolucionário feitas por autores como Dinesh D’Souza, Theodore Dalrymple, Paul Hollander, e Thomas Sowell, que apontam a disposição da esquerda radical em violar normas morais e jurídicas em nome da luta revolucionária. Do lado latino-americano, essa visão é corroborada por Marcelo Suano, que sustenta que o socialismo bolivariano incorporou métodos criminosos como parte funcional de seu projeto de poder.
  3. Base Filosófica & Ideológica
    3.1. Antonio Gramsci e a Guerra de Posição
    3.1.1. Gramsci (1971) propôs a conquista da hegemonia cultural como via para a tomada do poder, substituindo o confronto direto por infiltração lenta nas instituições e nos valores da sociedade civil. Sob esta perspectiva, a degradação dos valores tradicionais seria uma etapa necessária para o colapso da ordem capitalista. Assim, a destruição dos valores da sociedade de consumo, do “american way of life”, poderia passar por instrumentos de degradação interna como o tráfico de drogas. Uma “contra-hegemonia” por qualquer meio necessário.
    3.2. Herbert Marcuse e a Libertação dos Impulsos
    3.2.1. Em Eros e Civilização (1955), Marcuse defende a dissolução da moralidade repressiva burguesa como meio de emancipação. Tal visão legitimaria a “liberação” via drogas e sexo como revolução dos sentidos contra o status quo, o que se tornou narrativa adotada por várias vanguardas latino-americanas.
    3.2.2. Marcuse estabeleceu o famoso conceito da tolerância repressiva com a destruição da ordem por dentro via liberação de impulsos. Assim, a droga serve, então, como instrumento de alienação da juventude, rompendo com a “racionalidade repressiva” da sociedade capitalista. Embora não defenda o tráfico, a liberação de impulsos destrutivos poderia ser vista como estratégia de erosão da ordem burguesa.
    3.3. Marighella e o Crime como Ferramenta Revolucionária
    3.3.1. No Minimanual do Guerrilheiro Urbano (1969), Carlos Marighella recomenda explicitamente o uso de assaltos, sequestros e fraudes como instrumentos de sustentação financeira da luta armada. Embora não fale de drogas, Marighella justifica o uso de qualquer meio ilegal para combater o “inimigo burguês”, o que inclui claramente o tráfico, segundo a lógica guerrilheira moderna.
    3.4. Frantz Fanon e a Violência como Purificação Revolucionária
    3.4.1. Em Os Condenados da Terra (1961), Fanon afirma que a violência é catártica e fundacional no processo de libertação do colonizado. Sua obra influenciou movimentos armados na América Latina que adotaram meios extremos como legítimos.
    3.5. Lenin e a Moral Revolucionária
    3.5.1. Lenin estabeleceu que a moral é aquilo que serve à revolução proletária. Logo, qualquer meio que contribua para a destruição do capitalismo é moralmente justificado, inclusive alianças com o crime.
    3.6. Paulo Freire e a pedagogia da violência travestida de amor
    3.6.1. Em Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire afirma que a violência do oprimido contra o opressor pode ser considerada “um ato de amor”. Essa frase, repetida ad nauseam por militantes e acadêmicos de esquerda, não é uma inocente reflexão literária: é um código ideológico que legitima a agressão, o caos e até o assassinato, desde que praticados sob a bandeira da “libertação”. Dentro dessa lógica, qualquer crime — de depredar uma propriedade a traficar drogas — pode ser reinterpretado como gesto de luta por justiça social, contanto que seja cometido por quem se autoproclama “oprimido” e contra quem se enquadre como “opressor”.
    3.6.2. Esse raciocínio perverso serve como verniz moral para o alinhamento entre movimentos revolucionários e organizações criminosas. Se a violência se torna “ato de amor”, o tráfico vira “economia de resistência”, o roubo passa a ser “redistribuição” e o terror se disfarça de “justiça histórica”. O resultado é a erosão de qualquer parâmetro ético e a abertura de um campo fértil para alianças entre facções como PCC e CV e grupos terroristas internacionais, amparados pelo discurso progressista que romantiza a criminalidade quando serve ao projeto de poder.
  4. A Revolução Cubana e o Narcotráfico: Um Precedente Estratégico
    4.1. A experiência cubana nos anos 1980 fornece um claro antecedente da tese. Testemunhos de Juan Reinaldo Sánchez (ex-segurança de Fidel Castro) e documentos de inteligência apontam o envolvimento do regime cubano com o Cartel de Medellín nos anos 1980. Segundo Juan, que esteve 17 anos ao lado de Fidel, o narcotráfico em Cuba não era apenas econômico, mas também ideológico: o objetivo seria enfraquecer moralmente a juventude americana, inserindo drogas nas rotas rumo aos EUA como forma de guerra assimétrica contra o imperialismo.
    4.2. O ex-espião cubano Juan Vivés, em seu livro El Magnífico — 20 Ans au Service Secret de Castro, afirma que oficiais cubanos de alto escalão mantinham reuniões com Pablo Escobar, com conhecimento de Fidel e Raúl Castro, para permitir que o Cartel de Medellín operasse através de Cuba em rotas rumo aos EUA.
    4.3. Essas redes de tráfico de Escobar passavam por Cuba na década de 1980, com a presença de oficiais como o general Arnaldo Ochoa e o coronel Antonio de la Guardia, que receberam traficantes em Havana e facilitaram exportações de cocaína via ilhas caribenhas. As execuções dos generais Ochoa e De la Guardia em 1989 teriam servido de queima de arquivo.
    4.4. Fidel foi o mentor ideológico do uso estratégico do tráfico de drogas como instrumento revolucionário de tomada de poder dos líderes socialistas latino-americanos do Foro de São Paulo, como tática de financiamento revolucionário após a queda do muro de Berlim quando a União Soviética parou de financiar Cuba e, por tabela, os movimentos revolucionários latino-americanos.
    4.5. Fidel Castro ensinou a tática à Hugo Chavez; assegurando-o que o tráfico drogas era um instrumento de luta revolucionária: “A cocaína não é um problema, e sim um instrumento de luta contra o imperialismo… O incremento do tráfico […] obrigaria os americanos a gastarem mais dinheiro com ações de repressão e tratamentos dos adictos.” Então, o General Hugo Carvajal incorporou o modelo cubano, fazendo a lógica de uso do narcotráfico um instrumento revolucionário também na Venezuela.
  5. O Modelo Cubano na Venezuela: Hugo Carvajal e o Cartel de los Soles
    5.1. Hugo Carvajal, ex-chefe da DGCIM, incorporou o modelo cubano à Venezuela bolivariana. Capturado na Espanha em 2019 e extraditado para os EUA em 2023; peça central do Cartel de los Soles, rede militar que operou em parceria com as FARC para traficar cocaína para os EUA. Carvajal firmou colaboração com autoridades americanas e tem prestado depoimentos que comprovam:
    5.1.1. O uso do narcotráfico como instrumento de financiamento revolucionário;
    5.1.2. A adoção da estratégia ideológica de debilitar os EUA por dentro, copiada do modelo cubano; e
    5.1.3. A articulação entre militares venezuelanos e guerrilhas colombianas para fortalecer o regime chavista.
    5.2. Hugo Carvajal, conhecido como “El Pollo”, não é apenas um ex-general venezuelano. Foi o chefe máximo da Direção-Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM) nos governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro — ou seja, o cérebro por trás da repressão política, do controle interno e do aparato de inteligência de um regime bolivariano cada vez mais criminoso. Capturado na Espanha em 2019 e finalmente extraditado para os Estados Unidos em 2023, Carvajal agora se transforma numa bomba-relógio política: fez acordo de colaboração com autoridades americanas e começou a revelar os bastidores sombrios da aliança entre socialismo e narcotráfico.
    5.3. As informações prestadas por Carvajal confirmam o que há anos era denunciado por fontes independentes: a existência do chamado Cartel de Los Soles, uma máfia formada por militares venezuelanos de alta patente, que usava a estrutura do Estado socialista como plataforma para o tráfico internacional de drogas. Pior: segundo Carvajal, esse cartel mantinha estreita colaboração com as FARC — organização narcoguerrilheira colombiana com ideologia marxista-leninista — para traficar toneladas de cocaína rumo aos Estados Unidos.
    5.4. O regime chavista, que se autoproclama defensor da soberania Venezuelana, se revela um narcoestado instrumentalizado por criminosos fardados e revolucionários armados. O discurso anti-imperialista serve apenas para mascarar uma logística de cocaína a céu aberto, protegida por generais bolivarianos. Carvajal agora se torna delator-chave dessa engrenagem podre, expondo como o socialismo do século XX se degenerou em cartel do século XXI.
    5.5. As revelações de Carvajal podem gerar um terremoto geopolítico. Se confirmadas, provam que o Estado venezuelano, longe de ser vítima do imperialismo, foi cúmplice ativo do narcoterrorismo antiocidental.
    5.6. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Carvajal teria participado de uma conspiração para “inundar os EUA com cocaína” em parceria com as FARC. Ele é acusado de usar o aparato militar e de inteligência da Venezuela para proteger carregamentos de drogas, fornecer armas às FARC e facilitar rotas aéreas e marítimas; além de integrar o “Cartel de Los Soles”, um nome informal para a rede de militares venezuelanos envolvidos com narcotráfico — o nome faz referência aos “sóis” nas insígnias dos generais venezuelanos.
    5.7. A Carvajal está colaborando com as autoridades americanas após sua extradição e parece ter feito um acordo de colaboração para fornecer informações confidenciais sobre operações ilegais do regime chavista, inclusive conexões com guerrilhas e redes de tráfico. Ele também já teria oferecido documentos sobre financiamento ilícito a campanhas de líderes de esquerda da América Latina e Europa, como Lula e Evo Morales e partidos ligados ao Foro de São Paulo.
    5.8. Hugo se declarou culpado em 25 de junho de 2025 em um tribunal federal de Nova York por quatro acusações criminais: conspiração para importar cocaína aos EUA, narcoterrorismo, porte de armas e envolvimento com as FARC
    5.9. A imprensa dos EUA e veículos internacionais relatam que seu gesto de assumir culpa pode indicar uma possível cooperação futura com autoridades americanas—apesar de ainda não haver confirmação pública de um acordo formal de delação premiada. A sentença está prevista para outubro, e autoridades sugerem que Carvajal pode receber crédito por colaboração antes da pena ser definida
    5.10. Embora Carvajal tenha se declarado culpado sem um acordo público imediato, ele possivelmente possui informações estratégicas sobre redes de espionagem e narcotráfico vinculadas ao regime venezuelano, sendo considerado valioso para investigações em curso.
  6. A gênese do crime organizado como ferramenta revolucionária no Brasil
    6.1. No contexto da ditadura militar brasileira (anos 1970), o Comando Vermelho (CV) emergiu dentro do presídio da Ilha Grande, resultado de uma conjunção de erros estratégicos e ideológicos. Presos políticos e comuns foram colocados lado a lado, criando um ambiente propício à formação de uma facção organizada. A extrema-esquerda revolucionária, hierarquizada e intelectualizada, inicialmente segregou os presos comuns, revelando um desprezo pelos anseios populares, mas a interação forçada acabou moldando a estrutura do crime organizado.
    6.2. Fontes independentes apontam que o CV nasceu não apenas como grupo criminoso, mas com características de movimento revolucionário, inspirado na lógica cubana e venezuelana: o tráfico de drogas seria instrumentalizado tanto para financiamento de ideologias subversivas quanto para destruição moral da sociedade capitalista. Essa visão crítica se afasta das interpretações progressistas presentes no livro 400 contra 1 e no filme Quase Dois Irmãos, que romantizam a ação como “resistência do oprimido”.
    6.3. Histórias orais e relatos de agentes de segurança indicam que líderes políticos da esquerda brasileira, como Leonel de Moura Brizola, teriam contribuído para a introdução da cocaína no Rio de Janeiro como ferramenta de expansão ideológica do CV, em consonância com a tática de “narcoterrorismo revolucionário” observada em Cuba e Venezuela.
    6.4. Assim, a experiência da Ilha Grande demonstra que o narcotráfico no Brasil não surgiu como crime isolado, mas sim como parte de um projeto estratégico de subversão social e política, alinhado aos objetivos históricos do socialismo revolucionário: corromper valores da sociedade ocidental e financiar movimentos de poder alternativos.
  7. Nova Frente: Brasil – Trump Pressiona Lula a Classificar PCC e CV como Terroristas
    7.1. Em maio de 2025, o governo Trump enviou uma comitiva liderada por David Gamble ao Brasil com a proposta de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
    7.1.1. A proposta visava permitir sanções mais duras contra essas facções, incluindo bloqueio financeiro e deportação facilitada.
    7.2. O governo brasileiro, representado por técnicos do Ministério da Justiça, rejeitou o pedido, afirmando que as facções operam por lógica de lucro, não ideológica ou religiosa, portanto, não se enquadrariam na legislação antiterrorismo nacional.
    7.3. Apesar da negativa, os EUA avançaram unilateralmente com a designação, independentemente do aval brasileiro.
    7.4. Parlamentares da oposição, como Flávio Bolsonaro, pressionaram o governo a aceitar a proposta e entregaram à comitiva dos EUA um dossiê alegando ligações do PCC e CV com o Hezbollah, defendendo a inclusão dos grupos como terroristas.
  8. Hezbollah na América Latina: Conexões com Facções Brasileiras
    8.1. Fontes internacionais apontam que o PCC mantém vínculo com o Hezbollah, especialmente em áreas como contrabando de armas, cigarro e lavagem de dinheiro na tríplice fronteira Brasil-Paraguai-Argentina. A Polícia Federal brasileira já documentou cooperação entre o PCC, a máfia italiana (‘Ndrangheta) e o Hezbollah, na logística de narcotráfico e financiamento ilícito.
    8.2. Além disso, notícias indicam que mais de 400 comandantes do Hezbollah deixaram o Líbano recentemente, refugiando-se em países da América Latina como Brasil, Venezuela, Colômbia e Equador, devido ao desmantelamento de sua infraestrutura militar após a guerra em Gaza.
    8.3. .Em outubro de 2024, a ministra argentina da Segurança Patricia Bullrich afirmou que o libanês Hussein Ahmad Karaki, suposto chefe do Hezbollah na América Latina, teria recrutado pessoas no Brasil e mantido relações com PCC e CV desde os anos 1990, inclusive após atentados em Buenos Aires.
    8.4. Nesse contexto, os EUA anunciaram uma recompensa de até US$ 10 milhões por informações sobre líderes do Hezbollah na Tríplice Fronteira, como parte de uma ofensiva contra crime transnacional e terrorismo regional.
    8.5. Com apoio do FBI, o Paraguai criou um centro antiterrorista focado em desmantelar o Hezbollah na Tríplice Fronteira; decisão que pode evoluir para mais uma base militar americana na América Latina. A decisão chega em meio à recompensa de 10 milhões de dólares oferecida por Donald Trump por informações sobre as redes de financiamento do grupo terrorista.
  9. A Reação dos EUA: Reconhecimento da Tese Revolucionária e Combate Agressivo
    9.1. Os EUA, por meio do trumpismo, finalmente, parecem ter entendido plenamente essa tese revolucionária e decidido combatê-la de forma contundente ou deixar o socialismo latino-americano pós fim da União Soviética destruir por completo com a sociedade judaico-cristã nas Américas:
    9.1.1. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou em 27 de julho de 2025, via rede social X, que Nicolás Maduro “não é o presidente da Venezuela” e que seu regime “não é legítimo”. Ele declarou que Maduro é o líder do “Cartel de Los Soles”, descrição que utilizou para caracterizar o grupo como uma organização narcoterrorista que teria tomado o controle do país e estaria formalmente acusado de traficar drogas para os EUA.
    9.1.2. O Departamento do Tesouro dos EUA designou o Cartel de los Soles como entidade terrorista, responsabilizando Maduro por traficar drogas para os EUA e apoiar grupos como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa
    9.1.3. Rubio reforçou que os EUA usarão todos os recursos disponíveis contra essa estratégia de narcoterrorismo estatal que ameaça segurança nacional e os valores democráticos americanos.
    9.2. Esses posicionamentos demonstram que os EUA reconhecem a dimensão ideológico tática do narcotráfico estatal venezuelano e estão adotando uma postura de enfrentamento direto, desvinculando-o do contexto meramente criminal e enquadrando-o como guerra híbrida revolucionária — com Maduro como seu comandante.
    9.3. Os Estados Unidos estão preparando uma ofensiva avassaladora contra o narcotráfico na América Latina, com o Brasil no centro do furacão. Facções criminosas como 1º Comando da Capital e Comando Vermelho, que dominam o crime organizado no Brasil e espalham suas teias por toda a região, também estão na mira. Informações quentes indicam que os Estados Unidos estão armando uma operação implacável para desmantelar essas organizações, que têm laços com redes transnacionais de tráfico de drogas e armas, incluindo conexões com o cartel de los soles. Essa cruzada promete prisões em massa, ação, operações coordenadas e um golpe devastador no crime organizado, visando decapitar as estruturas do PCC, CV e seus aliados.
    9.4. Em 14 de agosto de 2025, os EUA ordenaram o deslocamento de forças aéreas e navais para o Sul do Caribe, uma ação inédita para combater cartéis designados como terroristas em nível global — como o Sinaloa e o Tren de Aragua . Essa medida inclui o envio de mais de 4.000 fuzileiros navais e marinheiros, além de embarcações (como grupamentos anfíbios, destroyers, submarinos de ataque e aeronaves de reconhecimento P-8 Poseidon). O Pacífico Comando Sul (SOUTHCOM) da Marinha dos EUA, em conjunto com a Quarta Frota, está coordenando essa operação, que representa um ponto de virada na estratégia contra o narcotráfico na região.
    9.5. O foco da ofensiva americana certamente também se estende ao Brasil, onde facções como o PCC e o Comando Vermelho operam com alcance continental:
    9.5.1. Embora o governo brasileiro tenha rejeitado classificar o PCC e o CV como grupos terroristas, os EUA pressionam para que sejam vistos como tais, a fim de facilitar sanções e ações coordenadas; e
    9.5.2. Para os EUA, essas facções representam mais do que crime organizado: são atores transnacionais estratégicos que alimentam redes de narcotráfico e terrorismo regional.
    9.6. Essa ofensiva militarizada evidencia que os EUA não veem mais o narcotráfico como problema isolado, mas como elemento central de uma estratégia revolucionária global. A presença naval no Caribe torna-se o símbolo de uma guerra aberta contra regimes e redes criminosas que utilizam a violência para moldar o poder político.
  10. Conclusão
    10.1. O narcotráfico revolucionário é um fenômeno coerente com a lógica marxista-leninista quando instrumentalizado para a destruição do capitalismo. Suas raízes ideológicas se encontram tanto na teoria quanto na prática dos pensadores que legitimaram a ruptura com a ordem moral, institucional e legal como necessária à revolução.
    10.2. A articulação entre ideologia revolucionária e práticas criminosas, como o narcotráfico, não é mera teoria conspiratória, mas uma hipótese sustentada por relatos de ex-agentes, documentos judiciais e análises de dissidentes. O uso estratégico da droga como arma política e financeira — um narcoterrorismo revolucionário — encontra coerência na lógica do marxismo-leninismo latino-americano adaptado à realidade pós-Guerra Fria.
    10.3. Do ponto de vista geopolítico, é um ataque silencioso, mas devastador: financiar ditaduras socialistas enquanto destrói o “inimigo” imperialista de dentro para fora. E nessa engrenagem sinistra, figuras como Fidel Castro, Hugo Chávez, Hugo Carvajal e Nicolás Maduro parecem ter cumprido seus papéis com disciplina revolucionária — e sangue nos lucros.
    10.4. O que parecia apenas um problema de segurança pública ou crime organizado agora se revela como uma guerra de quarta geração, onde o tráfico de drogas é arma geopolítica. O elo entre ideologia revolucionária, regime autoritário e narcotráfico ficou evidente. A resposta dos EUA, embora tardia, está sendo articulada com contundência — e promete não apenas reprimir o tráfico, mas atingir o coração da doutrina narco-revolucionária gestada em Havana, implantada em Caracas e disseminada nas periferias do continente.

Referências Bibliográficas
• Gramsci, A. Cadernos do Cárcere. Civilização Brasileira, 2001.
• Marcuse, H. Eros e Civilização. Zahar, 1999.
• Marighella, C. Minimanual do Guerrilheiro Urbano. 1969.
• Fanon, F. Os Condenados da Terra. Civilização Brasileira, 2005.
• Lenin, V. I. Esquerdismo: Doença Infantil do Comunismo. Boitempo, 2010.
• Sánchez, J. R. A Vida Oculta de Fidel Castro. Topbooks, 2015.
• Suano, M. Como Destruir Um País. Almedina, 2024.
• Foro de São Paulo. Documentos Oficiais. Disponível em: http://www.forodesaopaulo.org
• Testemunhos do Departamento de Estado dos EUA (2023-2025) sobre narcoterrorismo latino-americano.

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