Dizer que o Brasil vive hoje sob um regime autoritário, oligárquico, progressista, patrimonialista, burocrático, midiático, elitista e lulopetista não é retórica panfletária, mas constatação empírica, teórica e experiencial de uma sociedade que foi sendo capturada, lenta e habilmente, por um projeto de poder de viés revolucionário e gramsciano.
- Autoritário: O Brasil vive sob um Estado judicial-policial que criminaliza opositores e silencia a dissidência. A censura deixou de ser alegação para se tornar procedimento: jornalistas são intimidados, parlamentares são perseguidos, plataformas são coagidas. A “democracia” virou um biombo para práticas típicas de regimes autoritários. Como bem alertava Tuma Jr., o sistema de informações do Estado virou arma contra cidadãos comuns.
- Oligárquico: A velha casta política, blindada por um sistema eleitoral opaco e autofágico, opera em simbiose com os tribunais superiores, grandes bancos, federações e aparelhos sindicais. A chamada “governabilidade” é hoje uma fachada para o funcionamento de uma oligarquia institucionalizada, que perpetua seus privilégios às custas da vontade popular.
- Progressista: A hegemonia cultural da esquerda, há décadas aparelhando universidades, escolas, editoras e ONGs, agora se consolidou no poder político. O progressismo oficializa suas pautas por meio de decretos, resoluções e doutrinas ideológicas — mascaradas de políticas públicas. O “combate ao ódio” virou licença para perseguir conservadores. A “inclusão” tornou-se máquina de expropriação da liberdade.
- Patrimonialista: Inspirando-se na análise de Ricardo Vélez Rodríguez, o Brasil nunca rompeu verdadeiramente com o patrimonialismo colonial: o Estado é visto como extensão da casa do governante. O lulopetismo apenas sofisticou esse vício histórico, ao aparelhar a máquina pública em benefício do partido, dos movimentos “sociais” domesticados e de oligarquias amigas. O Estado, longe de servir ao povo, serve aos “companheiros”.
- Burocrático: A estrutura estatal brasileira é mastodôntica, ineficiente e autoconservadora. A burocracia não existe para servir o cidadão, mas para controlá-lo, esmagá-lo sob carimbos, protocolos e regulações. Esse labirinto de normas e agências cria um Leviatã impessoal — mas ideologicamente orientado — que se autorreproduz e estrangula a livre iniciativa.
- Midiático: O quarto poder virou o primeiro. A grande imprensa, longe de fiscalizar os abusos do Estado, tornou-se sua cúmplice e propagandista. Narrativas são fabricadas, escândalos são enterrados e a realidade é curvada aos interesses de uma elite jornalística que pensa, julga e milita com uma arrogância orwelliana. Quem controla a linguagem, controla o povo — e isso eles sabem bem.
- Elitista: A elite brasileira — econômica, acadêmica e cultural — abandonou o povo. Vive em bolhas cosmopolitas, endeusa a pauta identitária, adora Davos e odeia o interior do país. Despreza valores religiosos, trata a família como opressão e vê o pobre apenas como massa de manobra eleitoral. Essa elite é a caricatura moderna do “nobre ilustrado” que quer salvar o povo… do próprio povo.
- Lulopetista: Por fim, tudo isso é instrumento de um projeto de poder — não de governo. O lulopetismo é a síntese de décadas de infiltração ideológica, alianças espúrias e corrosão institucional. Não visa administrar o Estado, mas ocupá-lo indefinidamente. Seu objetivo não é alternância, mas perpetuação. E sua essência não é democracia, mas simulação revolucionária.
Se o Brasil quiser reencontrar a liberdade, será necessário mais do que reformas: será preciso desentranhar essas camadas doente de poder e resgatar o espírito da nação — moral, cívico e espiritual — antes que a tirania se naturalize como normalidade. Como bem alertou Gustavo Corção, “os demônios disfarçados de anjos são os mais perigosos”.

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