
A concepção marxista acerca do Estado é explicitada em “O Manifesto do Partido Comunista”, no qual se observa que “o Estado moderno não passa de um comitê que administra os negócios da classe burguesa como um todo”.
Marx também, sabiamente, concluiu que as pessoas que ocupam postos de mando do Estado estão sempre diretamente ligadas à classe dominante, ou pela sua própria origem social ou foram recrutadas através da educação e das suas relações sociais.
Assim, as atuais tendências socialistas, que se dizem afastadas do comunismo clássico, negando-o, tendo-o como findado, defendem que o poder deve ser tomado por vias democráticas e não mais pelas revoluções assassinas armadas de Marighella, “o herói negro”. No entanto, essas afirmações são falaciosas.
Falácia porque, segundo Marx, o Estado só pode existir através dos representantes das classes dominantes. Desta forma, quem consegue chegar ao poder do Estado por vias democráticas, e não pela força das armas supostamente nas mãos de uma minoria oprimida, já é a própria classe dominante.
Hoje o PT, assimilando plenamente o pensamento marxista, misturando com o mais puro patrimonialismo brasileiro, sob o tempero do gramscismo, usa o Estado como um comitê patriarcal que administra os seus negócios, junto com sua classe dominante e opressora de cortesãos progressistas.
Essa nova classe dominante e opressora, são os artistas famosos, os jornalistas das grandes mídias, os professores universitários, os advogados militantes, os supremos deuses da justiça, os funcionários públicos sanguessugas, os chefes sindicalistas profissionais, os políticos de esquerda e os empresários dos mecanismos oligárquicos, capitalistas acumuladores do capital fingindo ser progressistas gente boa.
Essa classe dominante, aprendeu rápido a usar a ideia leninista de oprimir com violência os inimigos conservadores, liberais e não progressistas, prendendo, cancelando, difamando e querendo confinar todos em uma ilha (da Xuxa), tudo em nome do ódio do bem maior da justiça social.
Como as relações de produção comunistas são utópicas e irrealizáveis, que permitiriam ao Estado sua autonomia diante a classes dominantes, segundo o pensamento clássico marxista, o socialismo contemporâneo de qualquer espécie no Ocidente não passa de projetos de poder dominantes e opressores substituindo outros.

Deixe um comentário